Deborah Willis Em Debate Sobre Fotografia e Cultura Visual
O Instituto Moreira Salles (IMS) em São Paulo recebe a renomada pesquisadora, curadora e artista Deborah Willis para uma série de palestras públicas nos dias 26 e 28 de fevereiro. As atividades estão programadas para ocorrer no auditório do IMS, com entrada gratuita e distribuição de senhas a partir de uma hora antes do início.
No primeiro dos encontros, intitulado “Gordon Parks: Imagens como ‘adjetivos e advérbios'”, Willis explora a obra do icônico fotógrafo Gordon Parks. Durante a palestra, ela examina como Parks utilizou sua arte para abordar temas como a vida doméstica, o trabalho, a família e as desigualdades raciais. A discussão se concentra na forma como ele criou uma linguagem visual que intensifica narrativas sobre dignidade, equidade e resistência social, desafiando a nociva ideia de cidadania de segunda classe e promovendo a busca por justiça social. A abertura do evento contará com a presença de Renata Bittencourt, diretora de Educação do IMS, e a mediação será feita por Janaina Damaceno, curadora da exposição “Gordon Parks: a América sou eu”.
O segundo encontro, intitulado “O corpo negro e a lente”, amplia essa discussão ao oferecer uma leitura crítica e histórica da representação do corpo negro na fotografia, abarcando desde o século XIX até a produção contemporânea. Willis utilizará imagens de diferentes períodos e contextos para argumentar sobre como o corpo negro foi frequentemente objetificado, ao mesmo tempo em que apresenta as estratégias de (re)apresentação que emergem dessas narrativas. A pesquisadora destaca abordagens inovadoras que ressaltam a complexidade da subjetividade negra e o poder transformador da imagem na construção de novos imaginários visuais. Miguel Del Castillo, coordenador da Biblioteca de Fotografia do IMS, fará a abertura do segundo evento, seguindo-se a mediação de Janaina Damaceno.
Deborah Willis é amplamente reconhecida por seu trabalho nos campos da fotografia e da cultura visual afro-americana. Durante os encontros, ela convida os participantes a refletir sobre a intersecção entre história, política e a poética da imagem, promovendo um diálogo entre o passado e o presente, e ressaltando a fotografia como uma linguagem poderosa que pode sustentar e tensionar narrativas sociais contemporâneas.
As palestras, que terão tradução simultânea e interpretação em Libras, são uma oportunidade valiosa para o público interessado em arte e questões sociais. Contudo, vale lembrar que a capacidade do auditório é limitada, com apenas 150 lugares disponíveis por sessão, e cada pessoa pode retirar apenas uma senha. As falas também serão gravadas e disponibilizadas posteriormente no site e canal do YouTube do IMS, permitindo que ainda mais pessoas tenham acesso a esse importante diálogo.
