Uma Agenda Cultural Diversificada em Brasília
O fim de semana em Brasília promete ser vibrante, repleto de opções culturais que atendem a todos os gostos e idades. A Mostra de Cultura Ballroom reunirá artistas em uma série de apresentações que celebram as categorias clássicas do baile no Espaço Cultural Renato Russo. Este evento é uma verdadeira celebração da diversidade e da arte local, trazendo à tona a rica cultura do voguing no Distrito Federal.
Para os apaixonados pela sétima arte, o Cine Cultura Liberty Mall exibirá uma seleção de filmes indicados ao Oscar 2026. Entre as produções, destaca-se a obra brasileira “O Agente Secreto” (2025), que concorre em várias categorias, incluindo Melhor Filme e Melhor Direção de Elenco. A exibição desses filmes é uma oportunidade imperdível para os cinéfilos que desejam acompanhar as principais obras que estão em destaque nas premiações deste ano.
Neste fim de semana também ocorre a Festa das Águas, que dá início às celebrações em homenagem à Rainha do Mar, Iemanjá. O cortejo sairá do Lado Paranoá em direção à Praça dos Orixás, um símbolo das religiões de matriz africana na região. A revitalização deste espaço sagrado, que tem enfrentado problemas de conservação, será um dos pontos altos da festividade.
Mostra de Cultura Ballroom em Brasília
A quarta edição da Mostra de Cultura Ballroom acontecerá no Espaço Cultural Renato Russo, na 508 Sul. Com a participação de 11 casas de voguing, o evento é uma oportunidade para admirar o talento e a criatividade de artistas locais. O baile ocorrerá no sábado (31), às 19h, com entrada franca. A programação começará na sexta-feira (30), às 19h30, com uma roda de conversa que promete enriquecer a experiência do público.
Durante a noite do Ball All Black Ball, os artistas apresentarão suas performances em seis categorias que valorizam a dança, o desfile e a expressão artística. A avaliação ficará a cargo de um seleto grupo de jurados, e a noite contará com a presença de Simone Demoqueen, além da discotecagem de DJ Úrsula Zion Rattura. Na roda de conversa de sexta-feira, a artista baiana Puma Camillê abordará temas como memória e identidade, promovendo um espaço de diálogo sobre questões sociais.
Espetáculo ‘Depois do Silêncio’ e a Festa das Águas
Também neste fim de semana, o CCBB Brasília receberá a estreia do espetáculo “Depois do Silêncio”, que faz parte da programação da Ocupação Os Buriti, em comemoração aos 30 anos do grupo. A peça, que se inspira na história real de Helen Keller, ficará em cartaz até o dia 8 de fevereiro, com apresentações de sexta a domingo, sempre às 19h. Este trabalho é especialmente significativo, pois aborda o tema da comunicação através da Libras tátil, refletindo a importância da inclusão na arte.
No âmbito das festividades, a abertura da Festa das Águas 2026 ocorrerá nos dias 1º e 2 de fevereiro, marcada por um cortejo histórico com a imagem de Iemanjá. A programação contará com rituais tradicionais que homenageiam a Rainha do Mar e Oxum, além do anúncio de uma importante revitalização da Praça dos Orixás. Este espaço, que é essencial para a prática das religiões afro-brasileiras, receberá intervenções que visam restaurar sua dignidade.
Pré-Carnaval e Exposição na CAIXA Cultural
O pré-carnaval está em clima de festa no Bloco das Montadas, que dará início às suas celebrações com um aulão de dança gratuito no dia 1º de fevereiro. Sob a batuta do professor Max Dourado, o público poderá ensaiar coreografias de ritmos variados, preparando-se para a folia que ocorrerá no carnaval. O Bloco das Montadas, reconhecido como uma das principais atrações de rua da capital, promete mais uma edição memorável, atraindo milhares de foliões.
Por fim, a CAIXA Cultural Brasília encerra sua exposição “Todos falam de mim, ninguém me representa: um olhar indígena sobre a obra de Rugendas”. A mostra, que ficará em cartaz até o dia 1º de fevereiro, convida os visitantes a refletir sobre a representação indígena na arte. Com obras do artista Johann Moritz Rugendas e intervenções contemporâneas do artista indígena Ziel Karapotó, este projeto provoca uma discussão sobre a visão eurocêntrica da história da arte brasileira.
