Um salto no acesso a medicamentos essenciais
Desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o Programa Farmácia Popular no Acre viu um crescimento notável, revertendo um período de baixa adesão registrado nos anos anteriores. Dados do Ministério da Saúde, atualizados até dezembro de 2025 e consultados nesta quinta-feira (19), revelam uma ampliação significativa no número de acreanos com acesso aos medicamentos oferecidos pelo programa.
Em 2022, último ano do governo Jair Bolsonaro, apenas 1,1 mil pessoas no Acre foram beneficiadas pelo Farmácia Popular. Contudo, em 2023, o primeiro ano da gestão Lula, o número subiu para 1,3 mil. O crescimento mais acentuado ocorreu a partir de 2024, quando o total de beneficiados saltou para 11,2 mil pessoas. Até dezembro de 2025, o programa alcançou 14,4 mil acreanos, um aumento exponencial que destaca a reestruturação e a eficácia das políticas atuais.
Crescimento expressivo em números
Quando analisamos os números, o crescimento percentual é ainda mais impressionante. De 1,1 mil beneficiários em 2022 para 14,4 mil em 2025, o Farmácia Popular no Acre teve um aumento de aproximadamente 1.209%. Isso significa que, na prática, o número de atendidos foi mais de 12 vezes maior ao longo desse período.
Adicionalmente, o estado agora conta com 19 farmácias conveniadas, distribuídas em 10 municípios, o que facilita ainda mais o acesso da população aos medicamentos necessários. Essa ampliação da rede conveniada é fundamental para atender a demanda crescente dos acreanos.
Objetivo do programa e mudanças na gestão
O Programa Farmácia Popular do Brasil, criado em 2004, tem como principal objetivo aumentar o acesso da população a medicamentos essenciais, principalmente no tratamento de doenças crônicas como hipertensão, diabetes e asma. O funcionamento do programa se dá através de farmácias privadas credenciadas, reconhecidas pela marca “Aqui Tem Farmácia Popular”. Para retirar os medicamentos, é necessário que o paciente apresente um documento com foto, CPF e uma receita médica válida.
Durante a gestão de Jair Bolsonaro, o programa enfrentou diversas restrições orçamentárias que impediram uma ampliação significativa da rede de farmácias credenciadas, impactando negativamente estados, especialmente na região norte, onde a oferta de estabelecimentos privados é limitada. Além disso, muitos medicamentos eram oferecidos com copagamento, onde o governo subsidiava apenas uma parte do custo.
Medidas recentes e acesso ampliado
Contudo, em fevereiro de 2025, uma mudança significativa ocorreu: todos os medicamentos e insumos oferecidos pelo programa passaram a ser totalmente gratuitos. Essa medida eliminou a cobrança de coparticipação e, consequentemente, ampliou o acesso, especialmente para a população de baixa renda. Essa mudança é um reflexo do compromisso do governo atual em garantir que todos os brasileiros tenham acesso à saúde e aos tratamentos necessários.
