Iniciativas para o Comércio Exterior do Acre
O Governo do Estado do Acre, junto a diversos parceiros, apresentou na última segunda-feira, 2, uma agenda ambiciosa para integrar o estado ao comércio internacional até 2026. O foco da reunião, realizada em Rio Branco, é aumentar o fluxo de negócios com outros países, solidificar a economia local e criar oportunidades de emprego a partir das exportações. O encontro contou com a participação de representantes de vários órgãos, incluindo as secretarias de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), Fazenda (Sefaz) e Planejamento (Seplan), além de instituições como a Agência de Negócios (Anac) e o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae).
A proposta visa não só aumentar o volume de exportações, mas também fortalecer a balança comercial do Acre, desafiando as dificuldades que se apresentam nesse caminho. Os representantes presentes discutiram ações que ajudarão a ampliar a competitividade das empresas locais, proporcionando suporte técnico e logístico essencial para facilitar o comércio exterior.
Crescimento nas Exportações
Segundo dados da Seplan, o Acre tem mostrado um desempenho positivo nas exportações, acumulando mais de R$ 2,1 bilhões entre 2019 e 2025. No último ano, as exportações alcançaram a cifra de US$ 98,9 milhões, representando o maior crescimento proporcional na Região Norte. Esse avanço é atribuído principalmente aos setores de carnes, grãos e produtos florestais, que apresentam elevado valor agregado.
Com a nova agenda, o governo pretende implementar ações coordenadas para promover o comércio exterior, incluindo a melhora da infraestrutura logística nas diversas regiões do Acre. Também estão previstas iniciativas voltadas à capacitação de pequenas e médias empresas para que possam acessar mercados internacionais, além da articulação com órgãos federais para superar obstáculos operacionais e burocráticos.
Ações Estratégicas para o Futuro
Assurbanípal Mesquita, titular da Seict, ressaltou a importância do comércio exterior como eixo estratégico da economia acreana. Ele destacou a necessidade de um trabalho colaborativo entre os órgãos para eliminar entraves que possam comprometer o avanço das exportações. “O Acre já demonstrou sua capacidade de atingir altos índices de exportação, e nosso desafio é agora fazer isso de maneira que mais empresas, especialmente as pequenas, sejam beneficiadas”, afirmou.
José Adriano Ribeiro, presidente da Fieac e deputado federal, enfatizou que a articulação institucional é crucial para garantir a continuidade desse crescimento. Ele afirmou que é necessário abordar os problemas de infraestrutura com seriedade para que o setor produtivo tenha uma trajetória previsível e sustentável. A coordenação liderada pelo governo é fundamental para alcançar os objetivos estabelecidos.
Compromisso Coletivo para o Desenvolvimento
A presidente da Anac, Waleska Bezerra, comentou sobre a importância da reunião, que marca o início de um planejamento mais focado para as conquistas no setor. “Estamos formando uma construção coletiva que abrange o governo, federações e entidades empresariais. O Acre já demonstrou seu potencial nas exportações e agora, com mais organização e colaboração, podemos potencializar esses resultados”, destacou.
O presidente do Fórum Empresarial de Inovação e Desenvolvimento, Assuero Veronez, também fez questões sobre o forte potencial exportador do estado, especialmente relacionado ao agronegócio. Ele observou que a carne bovina, soja e carne suína estão conquistando novos mercados, o que reforça a economia local, apesar dos desafios logísticos que ainda precisam ser superados.
Patrícia Dossa, presidente da Acisa, avaliou que o encontro foi estratégico e destacou a necessidade de um esforço conjunto para o desenvolvimento socioeconômico do Acre. Ela ressaltou a importância de iniciar o ano discutindo estratégias de comércio exterior, criando assim um ambiente propício para negócios. Para ela, a sinergia gerada por esse alinhamento cria expectativas positivas para o futuro.
A coordenadora do Programa de Qualificação da Exportação da Apex Brasil, Maria Aparecida Lopes, também comentou sobre as oportunidades das pequenas empresas do Acre. Segundo ela, a bioeconomia e o artesanato representam áreas com grande potencial. “Estamos comprometidos em preparar essas empresas para que possam conquistar novos mercados, e isso exige uma articulação eficaz”, finalizou.
