Diálogos sobre a Cultura do Choro em Movimento
O Sesc São Paulo promove uma roda de conversa dedicada a discutir e descentralizar o gênero musical do choro, com foco em movimentos culturais periféricos. Esta iniciativa visa proporcionar um espaço para pessoas que compartilham identidades diversas e atuam nos campos da arte e da educação, fortalecendo as vozes da cultura popular.
Um exemplo marcante dessa cena é Beatriz Carvalho, uma artista multifacetada da zona leste de São Paulo. Com uma trajetória que mescla música, educação e cultura popular, Beatriz é um verdadeiro símbolo da atuação cultural na região. Ela é cantora, percussionista e professora de pandeiro, e seu trabalho é permeado por uma pesquisa profunda sobre as tradições brasileiras. Formada em pandeiro na Escola de Choro de São Paulo e em produção cultural na Universidade Cruzeiro do Sul, Beatriz já se apresentou em locais significativos, como bibliotecas e unidades do Sesc. Sua presença é notável em vários coletivos, incluindo o Auá Cantadoras e sua Gente, que celebra composições de artistas locais de São Miguel Paulista. Outro grupo que ela integra, o Trio Turano, explora a rica diversidade da música popular brasileira, enquanto o Arrumadinho de São Miguel e o Regional Mateus Santos buscam resgatar ritmos nordestinos e descentralizar o choro, respectivamente.
Camilia Silva, também presente na roda de conversa, é uma talentosa musicista e compositora que iniciou sua jornada musical ainda muito jovem, aos sete anos. Formada em cavaquinho pela EMESP Tom Jobim, Camila é conhecida por suas apresentações em diversos espaços culturais, que vão de bares a palcos de festivais. A artista já dividiu o palco com nomes renomados, como Fabiana Cozza e Teresa Cristina, e atualmente faz parte dos grupos ‘Quintal de Fulo’ e ‘Esmero’.
Por outro lado, Samuel Silva, um violonista que traz uma sonoridade autêntica e brasileira, impacta a cena musical com sua formação autodidata. Natural de São Miguel Paulista, Samuel começou a tocar cavaquinho aos 12 anos e, posteriormente, se aprofundou no violão. Sua busca por uma identidade musical única o levou a estudar obras de mestres do violão e participar de eventos significativos, como a celebração do aniversário de Pixinguinha. Com um histórico de projetos culturais, Samuel também desenvolveu o ‘Choro das Estações’, que contou com apresentações em ambientes comunitários.
Koka Pereira, outro participante da roda, começou sua trajetória musical em 1987, no carnaval de seu bairro. Com experiência em percussão e choro, Koka tem um extenso histórico de atuação em escolas de samba e workshops. Ele integrou grupos como o Regional Sarravulho e o Quarteto Pizzindim, conquistando prêmios em festivais de música.
Zuê Silva, cantautora e pesquisadora, completa o time de artistas que trazem à roda de conversa suas experiências e visões sobre o choro. Mestre em Direitos Sociais e Política Pública, Zuê tem um histórico de premiações e participações em festivais importantes, além de projetos que homenageiam a rica história do choro. Seu EP autoral, “Mensageiro”, e o trabalho com “Zuê & Os Garimpeiros” são exemplos de sua dedicação ao gênero, destacando-se no cenário da música paulista.
A acessibilidade é uma prioridade neste evento, que contará com interpretação em Libras. A iniciativa integra o projeto ‘Chora Leste’, que busca ampliar a visibilidade da produção musical do choro na Zona Leste de São Paulo. O principal objetivo é promover um espaço de diálogo e conexão com a produção contemporânea do gênero, reforçando a importância do Sesc Belenzinho como um centro cultural que celebra a história e o legado do choro, especialmente durante o mês de abril, quando se comemora o Dia Nacional do Choro, em homenagem ao maestro Pixinguinha.
