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    Home»Acre»Aguardo em Abrigos: Famílias Enfrentam Cheias no Acre e Buscam Retorno ao Lar
    Aguardo em Abrigos: Famílias Enfrentam Cheias no Acre e Buscam Retorno ao Lar

    Aguardo em Abrigos: Famílias Enfrentam Cheias no Acre e Buscam Retorno ao Lar

    Acre 26/01/2026
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    Desafios de Famílias em Abrigos no Acre

    Famílias que tiveram suas casas alagadas pela segunda cheia em menos de um mês permanecem abrigadas no Parque de Exposições Wildy Viana, em Rio Branco. Elas aguardam condições seguras para retornar para suas residências. Entre os afetados estão moradores dos bairros Habitasa e Ayrton Senna, que enfrentam a difícil realidade imposta pelas enchentes.

    No abrigo, as famílias recebem alimentação e cuidados básicos, mas a rotina é marcada por incertezas e espera. O artesão José França, que vive no bairro Habitasa, está abrigado com sua família desde que foi resgatado pela Defesa Civil Municipal. Ele conseguiu retirar alguns móveis antes da água subir, porém, a angústia do retorno persiste.

    “A gente ligou para a Defesa Civil, e eles foram nos ajudar. Agora estamos aqui com alguns móveis que conseguimos trazer e outros estão guardados. A situação não é fácil”, lamentou.

    Realidade Difícil nas Comunidades

    José França não é o único a enfrentar dificuldades. Esta já é a segunda vez que sua família passa por uma enchente. Ele destacou que as condições financeiras são um fator que leva muitas pessoas a residirem em áreas vulneráveis. “A gente mora nesses lugares por causa das condições financeiras. Aqui são áreas mais baratas e, infelizmente, acabamos passando por isso por não ter outra opção”, explicou.

    No bairro Ayrton Senna, na Baixada da Sobral, o autônomo Wenderson Teixeira também sofreu com a enchente. Ele relatou que o nível da água chegou próximo à altura de sua cintura dentro de casa, causando muitos danos. “Perdi algumas coisas, meu colchão ficou todo sujo de barro. É uma situação difícil para quem vive assim”, desabafou.

    De acordo com a Defesa Civil Municipal, as famílias só devem retornar para suas casas quando o nível do Rio Acre atingir 10 metros, considerado seguro para o retorno às áreas afetadas.

    Monitoramento do Nível do Rio Acre

    Na medição das 18h desta segunda-feira (26), o Rio Acre estava com 12,81 metros, 69 centímetros abaixo da cota de alerta, que é de 13,50 metros. O rio havia começado a baixar desde sábado (24), porém, após as chuvas de domingo (25), voltou a subir. Entre o final da tarde e a noite do domingo, foram registrados 70,8 milímetros de chuva, o que contribuiu para a nova elevação do nível.

    Em janeiro, o volume total de chuva em Rio Branco já chegou a 572,7 milímetros, quase o dobro da média esperada para o mês, que é de 287,5 milímetros, de acordo com a Defesa Civil Municipal. Essa situação tem gerado oscilações frequentes no nível do Rio Acre e mantém as equipes em estado de alerta nas áreas afetadas.

    Conforme o levantamento da Defesa Civil, foram afetados:

    • 27 bairros impactados;
    • 633 famílias na zona urbana (aproximadamente 2.286 pessoas);
    • 250 famílias na zona rural (cerca de mil pessoas);
    • 10 famílias abrigadas no Parque de Exposições, totalizando 25 pessoas e 11 animais;
    • 15 comunidades rurais afetadas.

    Além disso, sete famílias indígenas foram removidas para um abrigo na Escola Leôncio de Carvalho. As comunidades rurais impactadas incluem Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre.

    A Defesa Civil alerta que famílias necessitando de resgate durante o período de cheia devem entrar em contato pelo número 193, do Corpo de Bombeiros. Após receber a solicitação, as equipes realizam uma vistoria no local e iniciam os procedimentos de retirada, se necessário.

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