Crescimento Acelerado de Casos de SRAG
Entre o início de janeiro e o último domingo (8), o estado do Acre contabilizou 265 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com duas mortes confirmadas decorrentes de vírus respiratórios. Os óbitos, que ocorreram em Feijó durante a última semana de janeiro, levantam preocupações sobre a saúde pública na região.
As vítimas, uma mulher de 59 anos e uma criança indígena de 6 anos, foram atendidas nos primeiros dias do ano, especificamente entre 4 e 6 de janeiro. Após a realização de exames laboratoriais, foi verificada a infecção por influenza A em um dos casos, enquanto o outro apresentou diagnóstico de rinovírus.
A vigilância epidemiológica do município aponta que, até o momento, o vírus da influenza tem se destacado como o agente patológico mais comum entre as amostras analisadas. Essa informação é preocupante, uma vez que a influenza A tem sido associada a sintomas graves e complicações, especialmente entre grupos vulneráveis.
Comparativo com Anos Anteriores
Um levantamento realizado pela Secretaria de Estado de Saúde do Acre (Sesacre) aponta que as notificações de SRAG neste início de 2026 quase dobraram em relação ao mesmo período do ano anterior. Em 2025, até a mesma data, haviam sido registrados apenas 133 casos. Esse aumento repentino chama a atenção das autoridades de saúde e especialistas da área, que estão monitorando a situação de perto.
Segundo o Boletim InfoGripe, elaborado pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), o Acre se destaca, junto com outros estados da Região Norte, como Amazonas, Roraima e Rondônia, por apresentar uma tendência diferente da registrada na maior parte do país, onde há uma redução no número de casos. Essa discrepância levanta questões sobre as condições locais de saúde e circulação de vírus.
Impacto da Influenza A e do VSR
O aumento nos casos de SRAG no Acre e no Amazonas tem sido atribuído principalmente à circulação do vírus da influenza A, que afeta não apenas adolescentes e adultos, mas também a população idosa. Além disso, o vírus sincicial respiratório (VSR) também tem chamado atenção, uma vez que é responsável por um número significativo de casos entre crianças pequenas, que geralmente apresentam quadros mais graves.
Com esse cenário, as autoridades de saúde reforçam a importância da vacinação e de medidas de prevenção, especialmente em um momento crítico de aumento de casos. Uma campanha de conscientização pode ser essencial para reduzir a incidência de infecções e proteger os grupos mais vulneráveis da população.
O crescimento dos casos de SRAG no Acre é um reflexo da necessidade urgente de atenção à saúde pública, e as autoridades devem continuar a monitorar a situação enquanto implementam estratégias para mitigar os efeitos dos vírus respiratórios na região.
