Atualização sobre os Casos de Mpox no Brasil
Na última segunda-feira (9), o Ministério da Saúde do Brasil divulgou que o país contabiliza 140 casos confirmados de Mpox em 2026. Além disso, existem 539 casos em investigação, que estão sendo analisados pelas autoridades sanitárias. Essa informação vem em um momento em que a vigilância em saúde está atenta ao desenvolvimento da situação.
Os dados mostram que a maioria das infecções, cerca de 77%, ocorreu em homens. A faixa etária mais afetada, com 69% dos casos, é a de pessoas entre 30 e 39 anos. Essa estatística levanta questões sobre os fatores de risco e a eficácia das campanhas de prevenção.
Estados com Maior Número de Casos
Os estados brasileiros com o maior número de notificações até o momento são:
- São Paulo: 398 casos
- Minas Gerais: 131 casos
- Rio de Janeiro: 124 casos
Por outro lado, os estados do Piauí, Acre, Roraima e Tocantins ainda não relataram casos da doença neste ano, o que pode indicar diferenças na dinâmica de transmissão ou na vigilância epidemiológica.
Entendendo a Transmissão e os Sintomas da Mpox
A Mpox é uma infecção viral que pode ser transmitida por meio de diferentes canais. Entre as principais formas de transmissão, destacam-se:
- Contato direto com pessoas infectadas;
- Contato com materiais contaminados, como roupas ou objetos;
- Exposição a animais silvestres que estejam infectados.
O período de incubação da doença é bastante variável, podendo durar de três a 16 dias. Isso significa que uma pessoa pode estar infectada e ainda não apresentar sintomas, o que dificulta o controle da propagação da doença.
Os sintomas mais frequentemente observados incluem:
- Erupções cutâneas;
- Febre;
- Dores de cabeça;
- Dores no corpo;
- Calafrios;
- Fraqueza.
As lesões geralmente surgem no rosto, nas palmas das mãos e nas plantas dos pés, mas também podem aparecer em regiões mais delicadas, como boca, olhos, órgãos genitais e área anal. É importante ressaltar que, segundo o Ministério da Saúde, a transmissão da doença cessa após o desaparecimento das erupções na pele, o que indica que a prevenção e o acompanhamento dos sintomas são essenciais para a contenção do surto.
