Iniciativa Visa Fortalecer o Cultivo de Cacau
Com o objetivo de aprimorar a capacitação técnica de diversas instituições, o governo do Acre, em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), lançou nesta segunda-feira, 2, um curso especializado em Sistema de Produção e Classificação de Cacau. A formação, que acontece no centro de pesquisa da Comissão Executiva do Plano da Lavoura Cacaueira (Ceplac), vinculado ao Ministério da Agricultura, se estenderá até o dia 14 de fevereiro em Marituba, no Pará. O curso reúne 27 profissionais de instituições essenciais para o desenvolvimento rural do Acre.
A ação é vista como um marco importante para a agricultura acreana, já que visa a estruturação técnica de uma das cadeias produtivas mais promissoras da região. Desde o início da atual gestão, o secretário de Estado de Agricultura (Seagri), Luís Tchê, tem enfatizado a relevância da produção de cacau, tanto o nativo quanto o cultivado. Esta iniciativa está alinhada ao programa Cacau Socioambiental Sustentável, que é executado por meio da Rota do Cacau no Acre.
“O que estamos vendo hoje é o resultado de uma parceria sólida entre o governo do Acre e o Sebrae, que tem sido nosso principal aliado desde o início da gestão. Estamos unindo esforços para transformar o potencial do nosso cacau em uma realidade econômica”, destacou o secretário ao se referir à colaboração que tem possibilitado avanços significativos neste setor.
Capacitação Abrangente e Sustentável
O treinamento conta com a participação de representantes da Seagri, Sebrae, Embrapa, Fundação de Tecnologia do Acre (Funtac), Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf) e Universidade Federal do Acre (Ufac). O foco dos organizadores é promover a melhoria da qualidade do atendimento aos produtores rurais, povos originários e extrativistas. Com a capacitação dos técnicos que atuam no campo, a expectativa é que a assistência chegue de forma mais eficiente e efetiva a quem realmente precisa.
Além disso, as ações de fomento ao conhecimento técnico também contribuem para a recuperação ambiental, uma vez que o cultivo do cacau pode ser uma alternativa viável para a reabilitação de áreas degradadas. O objetivo é aumentar a geração de emprego e renda, movimentando a economia local por meio da comercialização de amêndoas de alta qualidade.
Com foco na sustentabilidade, o curso abrange desde técnicas de manejo no plantio até a rigorosa classificação das amêndoas, um fator crucial para agregar valor ao produto. Para o governo, fortalecer a cacauicultura é um caminho promissor para o desenvolvimento econômico, que respeita a identidade amazônica e promove a autonomia das comunidades tradicionais e dos agricultores familiares.
