Exame Essencial para Prevenção do Câncer Colorretal
Considerado o método mais eficaz para detectar precocemente alterações no intestino, a colonoscopia ainda enfrenta resistência entre a população devido à sua associação com a região anal. Dados recentes, publicados na pesquisa “Estimativa 2026–2028: Incidência de Câncer no Brasil” no dia 4 de fevereiro, em alusão ao Dia Mundial do Câncer, revelam que a incidência de câncer colorretal está aumentando, especialmente entre homens e mulheres jovens.
No Acre, essa doença se posiciona como o sexto tipo mais comum, o que ressalta a urgência de promover o diagnóstico precoce. A informação é alarmante, uma vez que a detecção inicial pode ser a chave para aumentar as chances de cura.
Desmistificando a Colonoscopia
Para o médico Eliatian Nogueira, especialista em gastroenterologia, a percepção de dor associada à colonoscopia é um dos principais mitos que cercam o exame. “O procedimento é realizado sob sedação profunda, o que garante que o paciente não sinta dor ou desconforto. Muitas vezes, o receio é maior que o que realmente ocorre”, explicou ao G1.
Os sintomas que devem chamar a atenção incluem a presença de sangue nas fezes, alterações nos hábitos intestinais, como diarreia ou constipação, perda de peso sem explicação e cólicas frequentes. Além disso, a anemia inexplicada, detectada em exames de sangue, também pode ser um indicativo de problemas.
Importância do Exame na Detecção Precoce
A colonoscopia é fundamental para a visualização direta do cólon e do reto. Durante o exame, o médico pode identificar inflamações, diagnosticar doenças e, de forma crucial, detectar e remover pólipos, que são lesões que podem preceder um tumor maligno.
A remoção desses pólipos imediatamente é considerada uma forma ativa de prevenção, pois impede a progressão para um câncer. O exame também é indicado para investigar sintomas relacionados a doenças inflamatórias intestinais, como a Doença de Crohn e a retocolite ulcerativa.
De acordo com Eliatian, apesar de ser realizado sob sedação, há casos em que pacientes não precisam desse recurso e não relatam desconforto. Isso demonstra que o medo do exame pode ser infundado. Mesmo assim, o especialista recomenda que o rastreamento rotineiro comece aos 45 anos. Para indivíduos com histórico familiar de câncer colorretal, a orientação é iniciar 10 anos antes da idade em que um parente de primeiro grau foi diagnosticado.
Enfrentando Tabus e Promovendo a Prevenção
“É fundamental enfrentar os tabus que cercam a colonoscopia”, enfatiza Eliatian. “O medo do diagnóstico não deve superar a importância da prevenção. A detecção precoce de pólipos pode realmente salvar vidas.” O local em que o tumor se desenvolve — seja no lado direito, esquerdo ou reto — influencia diretamente nos sintomas, na agressividade da doença e nas opções de tratamento disponíveis.
Portanto, promover o conhecimento sobre a colonoscopia e seus benefícios é essencial para reduzir a incidência de câncer colorretal no Acre e garantir que mais vidas sejam salvas por meio do diagnóstico precoce.
