Crescimento do Emprego Formal no Brasil
O Brasil registrou a criação de 228.208 novas vagas de trabalho com carteira assinada em março, conforme os dados divulgados nesta quarta-feira (29) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) através do Novo Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). No acumulado do ano, o número de vagas formais já soma 613.373, e nos últimos 12 meses, esse total chega a impressionantes 1.211.455.
O saldo positivo foi resultado de 2.526.660 admissões e 2.298.452 desligamentos, refletindo uma recuperação no mercado de trabalho, com crescimento observado em 24 das 27 unidades federativas. Os estados que se destacaram em termos absolutos foram São Paulo, que contabilizou 67.876 novas vagas (0,46%); Minas Gerais, com 38.845 (0,77%); e Rio de Janeiro, que registrou 23.914 (0,60%). Em termos relativos, o Acre (0,92%), Roraima (0,88%) e Piauí (0,86%) apresentaram os melhores resultados.
Setores em Alta e Baixa
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Entre os setores analisados, o setor de Serviços foi o grande responsável pela geração de empregos, com um total de 152.391 novas vagas criadas durante o mês. A seguir, vêm Construção, com 38.316 postos, Indústria, que adicionou 28.336, e Comércio, com 27.267 novas oportunidades. Por outro lado, o setor Agropecuário teve uma retração de 18.096 postos, impactada, principalmente, pela conclusão das safras de maçã, soja e uva.
No primeiro trimestre do ano, quatro dos cinco principais grupamentos de atividades econômicas apresentaram saldos positivos. O setor de Serviços, por exemplo, registrou um crescimento de 382.229 postos (+1,6%), com destaque para as atividades de informação e comunicação, bem como os serviços financeiros, imobiliários, profissionais e administrativos, que juntos somaram 146.068 novas contratações, além de administração pública, defesa, seguridade social, educação, saúde e serviços sociais, que geraram 142.038 vagas.
Detalhes dos Setores com Saldo Positivo
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A Construção também teve um desempenho notável, gerando 120.547 postos, principalmente na construção de edifícios (49.582) e em obras de infraestrutura (38.447). A Indústria, por sua vez, apresentou um saldo de 115.310 novas vagas, liderada principalmente pelo processamento industrial do fumo (10.370), pela fabricação de produtos alimentícios (10.126) e pela produção de veículos automotores, reboques e carrocerias (8.690).
Mesmo a Agropecuária, que sofreu uma queda, ainda conseguiu registrar um saldo positivo de 14.752 postos, com destaque para o cultivo de maçã (7.967), soja (5.441) e alho (3.818). O Comércio, no entanto, foi o único setor a apresentar resultados negativos no período, com uma redução de 19.525 postos.
