Um Espaço que Integra Cultura e Sustentabilidade
Nesta segunda-feira, 23, o Governo do Estado do Acre celebrou a reinauguração da Biblioteca da Floresta, localizada em Rio Branco. O evento marcou também a inauguração da nova sede do Instituto de Mudanças Climáticas e Regulação de Serviços Ambientais (IMC), que agora compartilha o mesmo espaço. Essa iniciativa busca unir cultura, educação e políticas ambientais, reforçando a identidade amazônica e a valorização do patrimônio histórico do estado.
Durante a cerimônia, o secretário de Estado de Obras Públicas, Ítalo Lopes, salientou a importância do projeto e as melhorias realizadas. Segundo ele, essa obra é um reflexo do cuidado com a história e a modernização dos espaços públicos na capital acreana.
“Tem sido sensacional. Essa obra traduz bem o que é a gestão do governador Gladson Cameli e da vice-governadora Mailza Assis. Aqui, temos cultura, educação e o cuidado com a coisa pública. Estamos renovando sem apagar a história, mas reconhecendo a identidade acreana”, enfatizou Lopes.
O secretário também destacou a relevância da integração do IMC ao novo espaço, mencionando que isso contribui não apenas para a preservação do prédio, mas também para sua funcionalidade ampliada. “A ideia de trazer o IMC para cá ajuda na manutenção e cria um ambiente ideal para receber missões internacionais, como representantes da União Europeia e da Alemanha. Contar a história do Acre em um espaço como esse é muito mais fácil”, acrescentou.
A Importância Cultural da Biblioteca
Minoru Kinpara, presidente da Fundação Elias Mansour (FEM), ressaltou o simbolismo da biblioteca para a cultura amazônica e para a população do Acre. Ele destacou que o espaço abriga importantes elementos históricos, incluindo exposições sobre o ciclo da borracha e referências aos povos originários da região.
“A Biblioteca da Floresta é um símbolo da Amazônia e do povo acreano. Aqui, temos obras que refletem nossa história, nossa cultura e nossa identidade. Devolver esse espaço à população é um sentimento de alegria e respeito com o nosso povo”, afirmou Kinpara.
Além de funcionar como uma biblioteca tradicional, a nova estrutura atuará como um centro cultural e espaço para exposições. Kinpara enfatizou que a proposta é facilitar o acesso da população, oferecendo funcionamento em finais de semana e horários estendidos de acordo com a programação. “Queremos atender quem trabalha durante a semana e também visitantes de outros estados e países”, completou.
O Papel do IMC nas Políticas Ambientais
A presidente do IMC, Jaksilande Araújo, também comentou sobre a nova sede, afirmando que representa um avanço significativo nas políticas ambientais do estado. Ela lembrou que o instituto é responsável pela gestão do Sistema de Incentivo a Serviços Ambientais (SISA), que envolve comunidades tradicionais, extrativistas e povos indígenas.
“É um momento de muita alegria. O IMC é guardião do SISA, que conta com uma governança participativa envolvendo ribeirinhos, agricultores familiares, extrativistas e povos indígenas. Agora temos um espaço adequado para realizar nossas deliberações e fortalecer esse trabalho”, declarou Araújo.
Compromisso com o Desenvolvimento Sustentável
O governador Gladson Cameli também esteve presente na cerimônia e reafirmou o compromisso da gestão em equilibrar a preservação ambiental com o desenvolvimento econômico. “Coloquei o meio ambiente na mesa junto com a agricultura. Precisamos preservar, mas também gerar emprego e renda. Esse é o maior exemplo de que é possível conciliar desenvolvimento e sustentabilidade, respeitando os povos originários e toda a população”, concluiu Cameli.
