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    Home»Acre»Egípcio de 32 anos troca continentes pela aviação regional no Acre
    Egípcio de 32 anos troca continentes pela aviação regional no Acre

    Egípcio de 32 anos troca continentes pela aviação regional no Acre

    Acre 23/02/2026
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    Ahmed Ramadan e seu sonho de voar na Amazônia

    Aos 32 anos, o egípcio Ahmed Akram Elsayed Abdalla Ramadan decidiu cruzar continentes em busca de um sonho que começou na infância: tornar-se piloto. Após ter vivido em diversas partes do mundo, incluindo países da Ásia, Europa e África, ele escolheu o Brasil como a nação onde daria início à sua formação na aviação. Atualmente, Ahmed está em treinamento operacional na Ortiz Táxi Aéreo, uma renomada empresa de aviação regional no Acre, onde começa a escrever um novo capítulo em sua trajetória profissional.

    Nascido no Egito, Ahmed já passou por lugares como China, Uzbequistão, Moçambique, Geórgia, Chipre, Suíça, Espanha (incluindo as Ilhas Canárias), Paraguai e Argentina, até decidir fixar residência no Brasil. Antes de se dedicar à aviação, ele atuou como instrutor de paraquedismo no Egito, mas sempre sonhou em voar. ‘Esse é um sonho de infância. Para mim, não importa onde vou voar, o importante é estar voando’, resume.

    Escolha do Brasil para Formação

    A escolha de se formar no Brasil foi, segundo Ahmed, estratégica e econômica. No Egito, os custos para obter a licença de piloto são exorbitantes, chegando a cerca de 60 mil dólares, equivalente a aproximadamente 340 mil reais, e o pagamento deve ser feito à vista. No Brasil, os valores variam entre 100 mil e 150 mil reais, dependendo da escola e da forma de pagamento. ‘Consegui fazer por menos’, revela.

    Ele começou sua formação no Aeroclube de Goiás, em Goiânia, onde obteve a licença de piloto privado. A habilitação multimotor foi adquirida com um instrutor particular, com cheque realizado em Paraguaçu Paulista (SP). A habilitação IFR (voo por instrumentos) foi finalizada no Aeroclube de Ponta Grossa (PR). Para a licença de piloto comercial, Ahmed acumulou horas de voo ao lado de outros profissionais, aumentando sua experiência operacional.

    Desafios da Aviação na Amazônia

    Há três meses no Acre, Ahmed faz parte da equipe da Ortiz Táxi Aéreo, uma empresa tradicional na aviação regional do estado. Embora já tenha atuado como comandante em outra companhia, ele está atualmente passando pelo treinamento exigido pela nova empresa, um procedimento padrão que visa o alinhamento operacional e a adaptação aos protocolos internos.

    Voar na Amazônia traz peculiaridades e desafios. ‘A região é bruta. Não há muitas alternativas. As pistas são curtas, o clima é instável, chove bastante e o tempo muda rapidamente. É preciso conhecer bem a aeronave e operar com precisão, principalmente na decolagem e no pouso’, explica Ahmed. Ele acredita que a complexidade operacional na Amazônia acrescenta experiência e maturidade à sua carreira.

    Ao comparar a aviação regional brasileira com a realidade do Egito, Ahmed aponta diferenças geográficas significativas. ‘O Egito é como se fosse um estado brasileiro. Um voo de três horas aqui, como de Rio Branco a Brasília, lá já seria internacional, chegando à Europa. Não existe a mesma estrutura de táxi aéreo e aviação executiva como aqui, especialmente na Região Norte, onde muitas comunidades dependem do avião ou do barco’, detalha.

    Adaptação à Vida no Acre

    Antes de chegar ao Acre, Ahmed viveu no Pará, o que facilitou sua adaptação à Região Norte. Mesmo assim, notou diferenças culturais. ‘Achei o povo aqui mais tranquilo, mais simples e acolhedor. O clima é quente e úmido, mas tenho gostado. A comida é boa e diferente’, menciona.

    Agora, ele vive sozinho no Acre, enquanto sua esposa brasileira permanece em Goiânia. Sobre a rotina de trabalho, Ahmed faz uma analogia bem-humorada: ‘O piloto não tem chão. Estamos sempre viajando. Sou solteiro para trabalhar, não para relacionamento’.

    Raízes e Planos para o Futuro

    Referente à situação no Egito, Ahmed observa que o país tem recebido muitos refugiados de nações vizinhas como Síria, Sudão e Palestina, o que afetou a economia local. Ele comenta que, com a estabilização gradual em algumas dessas regiões, parte das populações está retornando às suas terras de origem.

    Apesar das dificuldades enfrentadas por muitas famílias, a situação de seus pais é estável. Eles são proprietários de uma empresa de logística na China, o que garante independência financeira. ‘Graças a Deus, minha família não precisa de ajuda. Meu pai tem uma empresa na China, somos independentes’, afirma.

    Focado em sua carreira, Ahmed compartilha seus planos: ‘Sem frescura para trabalhar, quero crescer onde houver oportunidade. Meu sonho é evoluir na carreira. Se surgir uma chance no Brasil, no Egito ou em qualquer outro lugar, estarei lá’. Enquanto isso, o destino imediato é o Acre, onde o piloto egípcio continua a acumular horas de voo, experiência e histórias, conectando culturas sob a mesma rota: a da aviação.

    Ahmed Ramadan aviação Amazônia avião regional Acre piloto egípcio

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