Resultados Concretos e Metas Futuras
No último dia 30, um encontro promovido pelo governo do Acre em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Acre (Fieac) reuniu líderes do setor industrial em Rio Branco. O encontro teve como foco apresentar um panorama detalhado sobre os avanços da política industrial no estado, com destaque para os resultados obtidos por meio de programas de incentivos, ações de infraestrutura econômica e instrumentos fiscais voltados para o fortalecimento da indústria local.
Conforme os dados divulgados pela Secretaria de Indústria, Ciência e Tecnologia (Seict), o Programa de Compras Governamentais de Incentivo às Indústrias do Acre, conhecido como Comprac, demonstrou um desempenho robusto em 2025, movimentando mais de R$ 47 milhões em contratações. Entre 2021 e 2024, essa iniciativa conseguiu gerar aproximadamente R$ 166 milhões em contratos, beneficiando 85 empresas dos segmentos gráfico, confecções, malharias, moveleiro, alimentação e construção civil.
Além disso, o governo já destinou 103 terrenos para a instalação e regularização de plantas industriais em polos e parques industriais espalhados pelo Acre. Atualmente, 138 indústrias estão utilizando incentivos fiscais que proporcionam uma redução significativa no ICMS, variando de 85% a 95%. Essa estratégia visa não apenas estimular a demanda, mas também estruturar a base física e aumentar a competitividade econômica da região.
Discussões e Análises para o Futuro
O evento contou com a participação de empresários e dirigentes de 13 sindicatos do setor, que discutiram as estratégias e as previsões para 2026, que incluem um investimento de R$ 46 milhões no programa Comprac ao longo do ano. O principal objetivo do encontro foi elaborar um plano estratégico voltado para uma expansão organizada da base produtiva do estado.
Outro tema importante abordado durante a reunião foi a reestruturação da Zona de Processamento de Exportação (ZPE), que está passando por um processo de modernização de seu modelo e adequação operacional. As novas diretrizes priorizam a segurança jurídica, um ambiente regulatório eficiente e a integração logística, fatores que são essenciais para atrair novos empreendimentos voltados para a exportação. A proposta visa transformar a ZPE em uma plataforma de inserção industrial do Acre no mercado internacional, alinhando-se à política de diversificação produtiva do estado e expandindo a capacidade de investimentos com maior valor agregado.
Depoimentos dos Líderes do Setor
Assurbanípal Mesquita, titular da Seict, destacou que a política industrial do Acre é sustentada por instrumentos permanentes e um planejamento voltado para o longo prazo. “Temos resultados concretos em incentivos, áreas industriais e benefícios fiscais. Agora, avançamos com uma ZPE redesenhada para operar de forma competitiva. Isso reduz custos, aumenta a previsibilidade e melhora o ambiente de investimento. A política industrial se constrói com ferramentas técnicas, uma base legal sólida e execução eficaz. O Acre já possui esse conjunto estruturado para sustentar sua expansão produtiva”, afirmou.
Mesquita também enfatizou o desafio para 2026, que consiste em garantir que a tecnologia seja aplicada de forma adequada na infraestrutura do setor industrial, promovendo maiores resultados e eficiência. “O investimento deve ser técnico, não especulativo”, ressaltou. Ele reforçou ainda que o objetivo é estabelecer uma base industrial sustentável a longo prazo.
José Adriano, presidente da Fieac e deputado federal, complementou que o planejamento para 2026 é embasado em dados comparativos e orientações estratégicas de investimento. “Estamos estruturando um observatório econômico integrado para identificar as melhores áreas de investimento, quais cadeias produtivas priorizar e como aumentar o retorno sobre os investimentos. A industrialização utilizando matéria-prima local tem apresentado desempenho superior e um payback mais consistente”, concluiu.
