Resultados Impactantes na Emissão de Documentos
O Instituto de Identificação Raimundo Hermínio de Melo, ligado à Polícia Civil do Estado do Acre (PCAC), divulgou recentemente o Relatório Final de Resultados, correspondente ao período de 1º de janeiro a 17 de dezembro de 2025. O documento revela um desempenho significativo na emissão da Carteira de Identidade Nacional (CIN), alinhada com o Decreto Federal nº 10.977/2022 e as diretrizes da Política Nacional de Identificação Civil.
No intervalo analisado, foram emitidas mais de 85,4 mil CINs, um número que destaca a eficiência operacional do sistema acreano. Desde a introdução do novo modelo de identidade no estado, a quantidade total já ultrapassa 300 mil documentos, alcançando cerca de 33% da população do Acre.
Esse resultado é fruto de um modelo de gestão bem estruturado, que valoriza o princípio da economicidade. O Decreto Federal nº 10.977/2022 assegura que as carteiras antigas permaneçam válidas até 1º de março de 2032, facilitando uma transição gradual e organizada para a nova CIN, compatível com a capacidade operacional dos institutos estaduais.
Inovação e Acesso em Todo o Território
Desde agosto de 2022, o Acre se destacou como o primeiro estado brasileiro a implantar a emissão total da nova Carteira de Identidade Nacional em todo o seu território, garantindo acesso em todos os municípios, inclusive nas áreas mais isoladas, como comunidades ribeirinhas e localidades na fronteira.
Atualmente, o estado conta com postos de identificação em diversas cidades, como Acrelândia, Assis Brasil, Brasileia e Cruzeiro do Sul, assegurando que todos os cidadãos, independentemente da localização, tenham acesso aos serviços de identificação civil.
Segundo Junior Cesar da Silva, diretor do Instituto de Identificação, os resultados alcançados são um reflexo do comprometimento da equipe técnica e do alinhamento com as diretrizes nacionais. “Chegar a mais de 300 mil documentos emitidos, com cobertura em todos os municípios, inclusive nas áreas mais remotas, demonstra nosso compromisso com a identificação civil como um direito fundamental”, ressalta.
Integração de Serviços e Inclusão Social
Nos municípios com núcleos da Organização em Centros de Atendimento (OCA), a triagem e a distribuição de senhas são realizadas pela Secretaria de Estado de Administração (Sead), em um modelo de gestão integrada que melhora a organização do atendimento. Isso contribui para a redução de filas e aumenta a eficiência operacional, permitindo que o Instituto foque em sua principal função: a identificação civil.
Em busca de ampliar o acesso e promover a inclusão social, o governo do Estado, em conjunto com a Polícia Civil e o Instituto de Identificação, promoveu ao longo do ano 100 ações itinerantes. Essas iniciativas contaram com a colaboração de órgãos como o Ministério Público e a Defensoria Pública, além de programas estaduais e municipais dentro da ação “Juntos pelo Acre”.
Na capital, Rio Branco, foram realizados 185 atendimentos domiciliares, focados em pessoas com comorbidades ou dificuldades de locomoção, garantindo dignidade e acesso a direitos fundamentais, como benefícios sociais e previdenciários.
Papel Social e Reconhecimento Nacional
O delegado-geral da Polícia Civil do Acre, José Henrique Maciel, destacou a importância social da identificação civil. “A identificação é uma porta para o exercício da cidadania. Temos orgulho de fazer parte dessa política pública, que promove dignidade e acesso a direitos para todos os acreanos, incluindo aqueles em áreas de difícil acesso. Esses resultados confirmam o Acre como referência nacional em identificação civil”, afirma.
A eficiência e organização do sistema acreano, além de atrair cidadãos de outros estados em busca do serviço, possibilitam a emissão da CIN em até 30 dias. Esse reconhecimento reforça a credibilidade do serviço prestado e evidencia a importância de um contínuo fortalecimento estrutural, tecnológico e de pessoal para manter o padrão de excelência.
