Crescimento das Internações por Síndromes Respiratórias
Brasília – O Amazonas e o Acre estão enfrentando um aumento significativo nas internações devido à Síndrome Respiratória Aguda Grave, especialmente em decorrência do vírus da influenza A. Essa informação foi divulgada no Boletim InfoGripe da Fiocruz, que monitora a situação epidemiológica no Brasil.
O aumento acelerado das internações está afetando diversas faixas etárias, incluindo crianças, jovens, adultos e idosos, o que levou os dois estados a permanecerem em nível de risco elevado. Além disso, observou-se uma tendência de crescimento a longo prazo dessa condição, o que preocupa as autoridades de saúde.
A Fiocruz recomenda que a população nos estados do Amazonas e do Acre utilize máscaras em estabelecimentos de saúde e em locais fechados que apresentem maior aglomeração. Para grupos mais vulneráveis, como crianças, idosos e indígenas, bem como aqueles com doenças preexistentes, a orientação é que a vacinação seja realizada o quanto antes. A campanha de vacinação já teve início na região Norte do país.
Queda nos Casos em Outras Regiões do Brasil
Em contrapartida, ao analisar o cenário nacional, observam-se sinais de queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, tanto em tendências de longo quanto de curto prazo. Nos últimos quatro semanas, o panorama geral indica que 33,2% dos casos são atribuídos a rinovírus, enquanto 20,5% a influenza A e 19,3% a covid-19. O vírus sincicial respiratório corresponde a 8,5% e a influenza B, a 2,6% das infecções.
No que diz respeito às fatalidades, 32,5% das mortes foram causadas por covid-19, seguidas por 29,4% provenientes da influenza A, 19% do rinovírus, 4,8% do vírus sincicial respiratório e 3,2% da influenza B. A mortalidade é mais concentrada entre os idosos, enquanto as crianças pequenas mostram maior incidência de infecções por rinovírus e metapneumovírus, reforçando a necessidade de atenção redobrada a esses grupos.
Manaus sob Alerta Respiratório
Dentro das 27 capitais brasileiras, apenas Manaus, Cuiabá e São Luís estão em estado de alerta, com sinalização de risco ou alto risco para a Síndrome Respiratória Aguda Grave. A situação é preocupante, pois a tendência de aumento nestas capitais se mantém.
No total, até o momento, o Brasil registrou 1.775 casos notificados este ano, dos quais um pouco mais de 20% apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório. Cerca de 35% dos casos foram negativos e o mesmo percentual aguarda resultados laboratoriais. Esses números demonstram a complexidade da situação e a necessidade de cuidados contínuos da população e das autoridades de saúde.
