Aumento de Casos de SRAG em Rio Branco
Uma nova edição do Boletim InfoGripe, divulgada pela Fiocruz nesta quinta-feira (7), acende um alerta para a saúde pública no Acre. O levantamento referente à Semana Epidemiológica 17 indica que o estado faz parte da lista das unidades da federação com incidência de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em níveis de alerta, risco ou alto risco. Este cenário é ainda mais preocupante devido à tendência de crescimento das ocorrências nas últimas semanas.
Rio Branco em Foco
A capital, Rio Branco, destaca-se negativamente no boletim. Entre as 27 capitais brasileiras, a cidade é uma das 18 que apresentam sinais de aumento da SRAG em uma análise de longo prazo (últimas seis semanas). O crescimento dos casos é principalmente impulsionado pela circulação sazonal dos vírus da Influenza A e do Vírus Sincicial Respiratório (VSR).
Análise das Infecções por Influenza e VSR no Acre
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O relatório da Fiocruz apresenta um quadro heterogêneo para o estado. As ocorrências ligadas à Influenza A estão aumentando no Acre, seguindo uma tendência observada também em estados vizinhos como Rondônia e Roraima. O início precoce do período sazonal na região Norte contribuiu significativamente para essa elevação.
Por outro lado, o Acre já demonstra alguns sinais de queda nos registros de SRAG associados ao Vírus Sincicial Respiratório, que afeta majoritariamente crianças com menos de 2 anos de idade. Essa diferença no comportamento dos vírus é um ponto crucial a ser observado pelas autoridades de saúde.
Grupos em Risco e Mortalidade Associada
A pesquisadora Tatiana Portella, da Fiocruz, enfatiza que a vacinação é fundamental para conter a disseminação da Influenza A. Nacionalmente, as crianças pequenas apresentam a maior incidência de SRAG, frequentemente associada ao VSR e ao rinovírus. Entretanto, a mortalidade decorrente dessas infecções continua a ser mais elevada entre os idosos, com a Influenza A e a Covid-19 figurando entre as principais causas.
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Dados Epidemiológicos em Nível Nacional
Nas últimas quatro semanas, a proporção de casos positivos em todo o Brasil foi dominada pelo VSR, que representa 38% dos casos, seguido pela Influenza A com 28,9% e pelo rinovírus com 26,8%. Em termos de óbitos, a Influenza A se destaca como a principal causa, respondendo sozinha por 49,2% das mortes com resultado laboratorial positivo.
As autoridades de saúde no Acre reforçam que, diante de sintomas como febre, tosse e dificuldade para respirar, a população deve procurar as unidades de saúde imediatamente. Além disso, é vital que todos mantenham seu calendário vacinal em dia, a fim de reduzir os riscos de complicações associadas às doenças respiratórias.
