Agricultor é levado a júri popular por matar irmão em Capixaba
O agricultor Diérico Souza de Macedo, de 39 anos, está enfrentando graves acusações após ser apontado como responsável pela morte do próprio irmão, Milton Souza de Macedo, a facadas. O crime ocorreu em março de 2025, na zona rural de Capixaba, no interior do Acre, e a alegação de legítima defesa apresentada pela defesa do réu foi rejeitada pelo Tribunal de Justiça do Acre (TJ-AC).
Conforme informações, a defesa de Diérico solicitou a sua absolvição, argumentando que ele teria agido em legítima defesa. Além disso, pediu a remoção de circunstâncias que poderiam agravar sua penalidade. Entretanto, o desembargador Francisco Djalma, responsável por analisar o caso, não acatou os pedidos, determinando que o agricultor seja julgado pelo Tribunal do Júri, embora ainda não exista uma data definida para a sessão.
O homicídio aconteceu na noite do dia 3 de março de 2025, na localidade conhecida como Ramal da Elza. Investigadores revelaram que Diérico estava consumindo bebidas alcoólicas na casa de Milton, acompanhado de um vizinho, quando o incidente aconteceu. Detalhes das investigações indicam que o crime teria acontecido em razão de um desentendimento familiar anterior, sendo considerado um homicídio qualificado, uma vez que Diérico teria atacado o irmão de surpresa, enquanto a vítima estava sob efeito de álcool e em situação vulnerável.
Provas e investigações revelam contradições na versão do réu
Durante a apuração do caso, a polícia coletou depoimentos que apontaram para uma discussão entre os irmãos que culminou em agressões físicas. Testemunhas relataram que as brigas entre Diérico e Milton eram frequentes e se acentuavam em situações de embriaguez. No dia do ocorrido, Diérico afirmou que saiu de casa para verificar uma malhadeira no açude de sua propriedade e, ao retornar, encontrou o irmão ferido. No entanto, essa versão foi questionada conforme as investigações avançaram. A polícia concluiu que Milton havia se retirado para dormir antes de ser atacado.
Provas indicam que o agricultor retornou ao local e desferiu pelo menos dez golpes de faca contra seu irmão, que foi encontrado em estado de rigidez cadavérica. Em um interrogatório, Diérico confessou ter esfaqueado Milton, mas manteve a alegação de que agiu em legítima defesa, afirmando que seu irmão estava armado no momento da agressão. Contudo, a Polícia Civil não encontrou evidências que corroborassem essa versão, e peritos também não detectaram sinais de luta ou resistência por parte da vítima.
Comportamento suspeito e o andamento do caso
Ainda em relação ao comportamento de Diérico, a polícia registrou estranhezas, como a sua ausência na delegacia quando convocado e o fato de não ter participado do velório do irmão. Após o crime, ele deixou a região, o que levantou suspeitas. O vizinho que estava presente na casa durante o incidente afirmou em depoimento que estava sob efeito de álcool e não escutou o momento exato em que Diérico atacou Milton.
Atualmente, o processo se encontra em fase de espera para que o Tribunal do Júri decida sobre a condenação ou absolvição de Diérico Souza de Macedo. Este caso reverberou na comunidade local, evidenciando a seriedade das relações familiares e os conflitos que podem culminar em tragédias. As polícias Civil e Militar estiveram presentes na localidade onde ocorreu o homicídio, acompanhando de perto as investigações e garantindo a segurança da população.
