Fortalecendo a Resiliência Socioambiental no Acre
Na última quinta-feira, 22, autoridades do Acre, através da Secretaria de Estado do Meio Ambiente (Sema), reuniram-se em Brasília com representantes da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco), da Organização das Nações Unidas (ONU) e do Consórcio da Amazônia Legal (CAL). O objetivo do encontro foi discutir a continuidade das ações do Programa de Resiliência Socioambiental no segundo ano de sua execução, voltado para as Áreas de Proteção Ambiental (APAs) do Igarapé São Francisco e do Lago do Amapá.
O investimento para o programa, captado em fevereiro de 2025, soma US$ 2.699.138,16, o que equivale a cerca de R$ 15 milhões. Esses recursos têm como finalidade implementar ações para enfrentar eventos climáticos extremos, fortalecer a governança local, incentivar a restauração ambiental, promover a bioeconomia e aumentar a resiliência das comunidades.
As iniciativas propostas pela Sema visam não apenas aumentar a resiliência socioambiental das APAs, mas também promover a conservação dos recursos naturais, assegurando o empoderamento das comunidades locais. O programa, que deve ser implementado até o final do ano, se concentra em soluções sustentáveis e na integração entre a conservação ambiental e o desenvolvimento social, estabelecendo uma abordagem holística para as questões enfrentadas pelos locais.
Dentre os tópicos discutidos na reunião, estiveram em pauta os ajustes operacionais necessários para o início e a consolidação deste segundo ano do projeto, considerado uma fase estratégica. Essa etapa é crucial para a efetivação das ações nas comunidades que serão beneficiadas, marcando a chegada das iniciativas ao território.
O secretário de Estado do Meio Ambiente, Leonardo Carvalho, enfatizou a importância deste encontro, afirmando que ele foi essencial para alinhar as expectativas e assegurar uma execução mais eficiente das ações. “Foi um momento importante para apresentar nossas demandas, avanços e também os desafios enfrentados, especialmente porque é quando as ações começam a chegar de forma concreta às comunidades. Esse alinhamento é fundamental para garantir a efetividade do projeto e o alcance dos resultados esperados”, declarou Carvalho.
Além do secretário, participaram da reunião o diretor de Meio Ambiente, Erisson Cameli, o coordenador dos setores de ciências naturais, humanas e sociais da Unesco, Fábio Eon, a Secretária Executiva do Consórcio da Amazônia Legal, Vanessa Duarte, e a Oficial de Parcerias e Financiamentos do Escritório da Coordenadora Residente da ONU, Thamirys Lunardi. Com a colaboração entre essas entidades, espera-se criar um impacto positivo significativo nas comunidades amazônicas e fortalecer as ações de preservação ambiental na região.
