Menor Mistura de Contas no Acre
Embora a confusão entre finanças pessoais e empresariais ainda seja uma realidade comum entre pequenos negócios no Brasil, o Acre se destaca por ter um índice levemente inferior à média do país. Essa informação é parte da pesquisa ‘Hábitos Financeiros dos Pequenos Negócios 2025’, realizada pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) em conjunto com o Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe).
Assim, segundo o levantamento, 59% dos empreendedores do Acre utilizam suas contas pessoais para cobrir despesas do negócio. Em contraste, a média nacional revela que esse percentual é de 61%. Embora o Acre se encontre abaixo da média brasileira, essa porcentagem ainda é considerada elevada, indicando um alto grau de informalidade na gestão financeira das pequenas empresas da região.
Comparação Regional
O estudo demonstra que o problema se torna ainda mais grave nas regiões Norte e Nordeste do Brasil. No Norte, 64% dos empresários relataram misturar suas contas, enquanto no Nordeste esse índice alcança 67%, tornando-se os mais altos do país. Esses números contrastam com regiões que apresentam um desenvolvimento econômico mais avançado, como o Sul, onde apenas 56% dos empreendedores admitem essa prática.
Dentro da Região Norte, o Acre apresenta um índice inferior ao do Amazonas (67%) e do Pará (64%), ficando próximo de Rondônia (64%) e no mesmo nível de Roraima (59%). Quando se compara com os estados do Sul do Brasil, a diferença se torna mais significativa, dado que Santa Catarina (52%) e Paraná (54%) estão entre os estados que menos utilizam contas pessoais para despesas empresariais.
Média do Sudeste e o Papel dos MEIs
Na Região Sudeste, a média de mistura de contas entre os empreendedores é de 60%, com destaque para o Rio de Janeiro, onde o índice chega a 67%. São Paulo, por sua vez, apresenta uma taxa de 56%, e Minas Gerais figura como um dos estados com menor índice, com 54%.
A pesquisa também revela que a prática de misturar contas é mais comum entre os microempreendedores individuais (MEIs), que representam a maior parte dos negócios ativos no Acre. Em âmbito nacional, 65% dos MEIs afirmam utilizar suas contas pessoais para cobrir as despesas da empresa. Este percentual tende a diminuir conforme o porte do empreendedorismo aumenta, evidenciando a relação da formalização com a separação financeira.
Desafios e a Necessidade de Orientação Financeira
O estudo do Sebrae aponta que fatores como a baixa escolaridade e o acesso restrito à educação financeira têm um impacto direto na dificuldade de separar as finanças pessoais das empresariais. Essa realidade é especialmente prevalente em estados das regiões Norte e Nordeste, como o Acre.
A instituição alerta que a falta de um controle financeiro adequado pode ameaçar a sustentabilidade dos negócios, dificultar o acesso ao crédito e criar problemas fiscais. Portanto, o Sebrae reforça a necessidade de orientação financeira e a formalização da gestão como soluções essenciais para fortalecer os pequenos empreendimentos no estado e, consequentemente, melhorar sua saúde financeira.
