Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa
Entre os dias 18 e 20 de outubro, a Bahia recebeu o 2º Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa, um evento que visa fomentar a troca de experiências e discutir os desafios enfrentados pelas mulheres nesse campo. O encontro teve como foco o fortalecimento da participação feminina em causas significativas, além de promover avanços no setor.
Representando o Instituto de Administração Penitenciária do Acre (Iapen), a chefe do Departamento de Assistência à Saúde, Ingrid Suárez, e a coordenadora da Central Integrada de Alternativas Penais de Rio Branco, Priscila Oliveira, marcaram presença no evento. O Tribunal de Justiça do Acre (TJAC) também esteve representado por figuras importantes, como a desembargadora Waldirene Cordeiro, a juíza Isabelle Sacramento e a servidora Mirlene Taumaturgo.
Ingrid Suárez enfatizou a relevância do encontro, destacando o papel transformador que a justiça restaurativa pode ter, especialmente no contexto das alternativas penais. “Esse momento fortalece o protagonismo feminino. As mulheres trazem para a prática restaurativa competências fundamentais como escuta qualificada, empatia, cuidado e construção de vínculos, elementos centrais para os processos restaurativos”, afirmou.
A justiça restaurativa, que se propõe a resolver conflitos decorrentes de relações prejudicadas, é um modelo que exige a participação voluntária das partes envolvidas, sempre priorizando o diálogo e o compromisso. Esse aspecto é essencial para promover um ambiente mais justo e colaborativo.
Organizado pelo Coletivo Mulheres Criando Juntas em parceria com o Núcleo de Justiça Restaurativa de 2º Grau do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (NJR2G/TJBA), o evento contou com diversas oficinas e painéis. Os temas abordados focaram na liderança e na participação ativa das mulheres na área da Justiça Restaurativa, contribuindo para um debate enriquecedor sobre o papel delas nesse segmento.
Além disso, o encontro proporcionou um espaço para que as participantes compartilhassem suas vivências e desafios em suas trajetórias profissionais. A interação entre as mulheres foi um dos pontos altos do evento, refletindo a força e união do coletivo feminino em busca de mudanças significativas na justiça.
A realização do 2º Encontro Nacional de Mulheres na Justiça Restaurativa não apenas trouxe à tona a importância da inclusão feminina em setores tradicionalmente dominados por homens, mas também estabeleceu um compromisso coletivo em prol de um sistema mais equitativo e justo. Este tipo de iniciativa é crucial para que as mulheres ganhem cada vez mais espaço e reconhecimento em áreas fundamentais como a justiça, onde suas vozes e experiências podem fazer a diferença.
