Parceria Estratégica para a Defesa Agropecuária
O Acre se estabelece como um exemplo nacional nas iniciativas de vigilância e controle da monilíase, uma das principais ameaças às plantações de cacau e cupuaçu na Amazônia. Para intensificar suas ações, o estado formalizou um convênio com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e o Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Acre (Idaf), como publicado no Diário Oficial da União (DOU) em 8 de janeiro.
Este acordo, assinado em 31 de dezembro de 2025, terá validade até 1º de abril de 2027, e reafirma o compromisso do governo do Acre com a sustentabilidade agrícola, a segurança fitossanitária e o fortalecimento de políticas públicas voltadas para defesa vegetal. Essa parceria é crucial para proteger a cacauicultura e a cultura do cupuaçu tanto na região amazônica quanto em nível nacional.
José Francisco Thum, presidente do Idaf, ressaltou que o convênio com o Mapa representa um avanço essencial para a defesa agropecuária do estado. “Esse convênio não apenas reforça as iniciativas do governo do Acre, mas também reconhece a competência e a dedicação do nosso sistema de defesa vegetal. A colaboração com o Mapa amplia nossa capacidade operacional, garantindo mais segurança aos produtores de cacau e cupuaçu, que têm grande relevância econômica e social para o Acre,” afirmou Thum.
Ações para Contenção da Monilíase no Acre
Desde a identificação do primeiro foco da monilíase no Brasil, em 2021, na região do Juruá, o Acre tem implementado rigorosas medidas de monitoramento e controle. Com as verbas do Mapa, o Idaf vem desenvolvendo ações permanentes de defesa vegetal, que têm sido fundamentais para conter a doença dentro do estado e evitar seu avanço para outras áreas produtoras.
Waldirene Gomes, chefe da Divisão de Defesa Vegetal e Florestal do Idaf, enfatizou a importância de uma resposta rápida em situações de emergências fitossanitárias. “A monilíase representa um sério risco para as culturas do cacau e do cupuaçu, exigindo um preparo técnico eficaz, a integração entre instituições e investimentos constantes. O trabalho colaborativo melhora o monitoramento das lavouras e facilita a adoção de medidas de controle de forma ágil,” destacou Gomes.
Integração e Investimentos para a Proteção Agrícola
Um fator crucial para o sucesso do convênio é a colaboração entre instituições federais, estaduais e municipais, assim como o apoio ativo dos produtores rurais. Essa união fortalece o sistema de defesa vegetal, permitindo um monitoramento mais preciso das lavouras e uma resposta rápida diante de possíveis riscos à produção agrícola.
O convênio prevê um investimento total de R$ 2.331.839,15, sendo que R$ 2.261.883,98 serão provenientes da União, enquanto a contrapartida do convenente será de R$ 69.955,17. Os recursos serão utilizados em despesas operacionais e de capital, priorizando ações de vigilância fitossanitária e medidas emergenciais para a proteção das áreas produtoras de cacau no Acre.
De acordo com Malena Lima, integrante da equipe gestora do convênio, aproximadamente R$ 1 milhão será destinado à compra de veículos, embarcações e equipamentos de campo para ações de erradicação da doença. Além disso, cerca de R$ 1,3 milhão será aplicado em materiais de consumo, produção de materiais educativos, capacitações e aquisição de combustíveis. “Esses investimentos são essenciais para garantir a efetividade das nossas ações,” disse Lima.
Este acordo não só fortalece a colaboração entre os governos federal e estadual, mas também reafirma a importância do Acre na proteção da produção agrícola, destacando-se nacionalmente no combate à monilíase do cacau e do cupuaçu.
