Ações Emergenciais Contra a Monilíase no Acre
O estado do Acre será beneficiado com um repasse de mais de R$ 2,2 milhões, destinado a ações emergenciais voltadas para a prevenção e combate à monilíase, uma praga que compromete as lavouras de cacau na região. O governo federal publicou a informação no Diário Oficial da União (DOU) na última quinta-feira, dia 8.
Os recursos serão alocados em iniciativas de vigilância fitossanitária, monitoramento e controle da doença, que também apresenta riscos para as plantações de cupuaçu. Contudo, a prioridade será dada à cacauicultura, cuja produção é vital para a economia local.
Do total de R$ 2.261.883,98 repassados pela União, aproximadamente R$ 69.955,17 representam a contrapartida financeira do contratante. O planejamento do convênio prevê que cerca de R$ 1 milhão será aplicado na aquisição de equipamentos essenciais, como veículos, embarcações e dispositivos que serão utilizados nas ações de erradicação da praga. Além disso, estão inclusos na aquisição aparelhos eletrônicos como notebooks, tablets, radiocomunicadores e sistemas de GPS.
Recursos para Capacitação e Material Educativo
O restante dos recursos, que totaliza em torno de R$ 1,3 milhão, será direcionado para custear materiais de consumo, produção de materiais educativos, capacitação das equipes envolvidas, pagamento de diárias e compra de combustível. A mobilização desses recursos é essencial para garantir que as ações de controle sejam efetivas e oportunas.
Entendendo a Monilíase
A monilíase é considerada uma das principais ameaças à produção de cacau na região amazônica. O primeiro registro da doença no Brasil ocorreu em 2021, no Acre, o que levou as autoridades a adotarem medidas imediatas para proteger as lavouras.
Essa praga afeta, principalmente, plantas do gênero Theobroma, que inclui o cacau (Theobroma cacao L.) e o cupuaçu (Theobroma grandiflorum). A infecção pode resultar em perdas significativas na produção e aumento dos custos, devido à necessidade de manejo intensivo e aplicação de fungicidas para o controle da praga.
Vale destacar que a monilíase apenas afeta as plantas hospedeiras do fungo, sem apresentar riscos à saúde humana. O Ministério da Agricultura enfatiza a importância da notificação imediata de quaisquer suspeitas sobre a ocorrência da praga em outras regiões do país às autoridades fitossanitárias locais, dado seu potencial destrutivo.
Atualmente, na América do Sul, a praga já está presente em países como Equador, Colômbia, Venezuela, Bolívia e Peru, o que aumenta a preocupação com a segurança das plantações no Brasil.
Execução das Ações pelo Idaf
Os recursos enviados para o Acre serão geridos pelo Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal (Idaf), em colaboração com o Ministério da Agricultura. A execução das ações envolverá a participação de órgãos estaduais, municipais e de produtores rurais, visando uma resposta rápida e eficiente diante de novos focos da monilíase que possam surgir.
Esse esforço conjunto é crucial para garantir a sustentabilidade das lavouras de cacau e cupuaçu, que desempenham papel fundamental na economia acreana e na vida de muitos agricultores locais.
