Banda Australiana Encanta Fãs em Noite Histórica
Na última terça-feira (24), a lendária banda AC/DC fez um retorno triunfal a São Paulo, após 16 anos de ausência, e conquistou o coração dos fãs durante uma apresentação repleta de emoção no Estádio MorumBIS. Com uma performance que reafirmou seu lugar como uma das maiores instituições do rock, o show começou pontualmente às 21h, levando o público a uma verdadeira viagem pelas ruas da cidade.
O espetáculo teve início com um vídeo impactante, que mostrava um icônico Dodge Polara 1971 vermelho percorrendo as ruas de São Paulo até chegar ao backstage do local. Assim que o filme se encerrou, os integrantes da banda invadiram o palco com a poderosa abertura de “If You Want Blood (You’ve Got It)”. Durante as mais de duas horas e quinze minutos de show, os fãs puderam reviver alguns dos maiores clássicos do rock.
A setlist foi um verdadeiro banquete musical, contando com 21 músicas icônicas, como “Back in Black”, “Thunderstruck”, “Highway to Hell”, “Shoot to Thrill” e “You Shook Me All Night Long”. A energia que emanava da plateia era ensurdecedora, reafirmando a importância do legado do AC/DC ao longo de sua trajetória.
A banda, que tem suas raízes na Escócia com os irmãos Angus e Malcolm Young — este último falecido em 2017 —, já passou por diversas formações, mas sempre manteve seu som inconfundível. Atualmente, o vocalista Brian Johnson e o guitarrista Angus Young são os rostos que representam a banda. Brian, com sua boina característica, e Angus, vestido com a clássica roupa de aluno, trouxeram à tona um sentimento de nostalgia que fez os fãs vibrarem durante toda a apresentação.
Com 78 e 70 anos, respectivamente, Brian e Angus mostraram que ainda têm energia de sobra. Os dois não apenas tocaram suas músicas clássicas, mas também se tornaram verdadeiros showmen. Brian, em uma interação contagiante, pediu ao público que o acompanhasse durante “High Voltage”, resultando em um elogio caloroso: “São Paulo, vocês são os melhores!”, exclamou o vocalista.
Angus, por sua vez, roubou a cena com suas peripécias no palco, realizando sua famosa “Duck Walk”, uma referência à dança de Chuck Berry, que fez o estádio vibrar. Em “Sin City”, o cofundador da banda surpreendeu ao tocar guitarra com a própria gravata, elevando ainda mais a performance.
O show culminou de forma espetacular durante o bis, quando “T.N.T.” levou a plateia à loucura e “For Those About to Rock (We Salute You)” foi a cereja do bolo, sendo a canção que todos esperavam ansiosamente. Esses momentos reafirmam a ideia de que não se deve subestimar os artistas mais velhos apenas porque suas vozes podem ter mudado com o tempo. Cada fase do AC/DC é valiosa e traz suas próprias qualidades.
Entre gritos e aclamações, não era incomum ouvir fãs comentando como a banda ainda consegue impressionar, dizendo coisas como: “E tudo isso com 70 anos” ou “Eles estão melhores que a gente!”. O AC/DC, mesmo carregando décadas de história, demonstrou que no palco o tempo não faz diferença. Quando os amplificadores são ligados e os riffs de guitarra ecoam, o que realmente importa é o rock — e esse ritmo nunca envelhece.
