Família de Atleta Desaparecido Manifesta Indignação
Cámala Menezes, amiga da família, e Adriana Fadell utilizaram suas redes sociais nesta quarta-feira (14) para expressar um forte descontentamento em relação à organização de um torneio no interior do Acre. Elas assinaram uma nota de repúdio, destacando a “insensibilidade institucional, desumanização do esporte e desrespeito à vida” que a situação exige. A publicação gerou grande repercussão e chamou a atenção para o contexto delicado enfrentado pela família do atleta.
Em entrevista ao ge, Adriana Fadell relatou que a família se sente extremamente desrespeitada pela falta de empatia da organização ao decidir não cancelar ou adiar a competição enquanto a busca por Jonatas Neves continua. “Eles deveriam ter cancelado. Se o corpo tivesse sido encontrado, talvez continuassem o jogo, mas isso não aconteceu. É uma falta de respeito com ele, com a família e com a filha dele”, lamentou.
Continuação das Buscas e Incertezas na Região do Naufrágio
No mesmo dia, as operações de busca coordenadas pelo Corpo de Bombeiros ainda não conseguiram localizar Jonatas, cujo desaparecimento se deu após um naufrágio no Rio Tarauacá. O tenente João Gonzaga informou que as buscas começaram pela manhã, mas a situação permanece incerta.
Adriana também comentou sobre a dor emocional que sua família está enfrentando, revelando que sua mãe tem sofrido com rumores e falsas informações que circulam nas redes sociais. “É um monte de fake. Minha mãe está passando mal. As pessoas, sem um pingo de respeito, postam que ele morreu, isso é muita maldade”, afirmou, demonstrando a clara frustração com a desinformação que ronda o caso.
Um Clamor por Empatia e Respeito no Esporte
A situação em torno do torneio e a busca por Jonatas Neves levantam questões importantes sobre a relação entre eventos esportivos e o respeito pela vida humana. O clamor da família e dos amigos é um apelo por maior empatia e consideração em momentos tão difíceis. A decisão de manter a competição, em meio a uma tragédia, é vista como um desrespeito não apenas à memória do atleta, mas também à sua família e à comunidade que o apoiava.
É essencial, portanto, que instituições e organizações esportivas reflitam sobre suas ações e decisões, especialmente quando envolvem situações de dor e sofrimento. O que se espera é que a dignidade do ser humano seja sempre priorizada, mesmo em meio à agitação e ao entusiasmo que o esporte pode trazer.
