Decisão do Governador Gera Controvérsia
A influenciadora digital Jamila Nunes Roysal foi oficialmente exonerada do cargo que ocupava na Secretaria de Estado de Comunicação (Secom) do Acre. O ato, assinado pelo governador Gladson Cameli, foi publicado no Diário Oficial do Estado nesta quarta-feira, 14 de janeiro de 2026.
Jamila exercia a função de assessora no Grupo de Chefia, Assistência e Assessoramento (CAS-8) desde julho de 2025. Sua exoneração, que é imediata, ocorre em um contexto de ampla repercussão nas redes sociais, especialmente devido à sua associação ao “Jogo do Tigrinho” e ao valor de seu salário, que era estimado em cerca de R$ 13 mil mensais.
O envolvimento da influenciadora na Secom levantou questionamentos sobre como são escolhidos os ocupantes de cargos estratégicos na comunicação governamental. A nomeação dela, desde o início, foi alvo de debates acalorados, resultando em críticas por parte de alguns setores da sociedade e elogios de outros, que viam em sua influência digital uma oportunidade de modernização na comunicação pública.
O decreto que oficializa a exoneração não especifica as razões que levaram o governador a tomar essa decisão, limitando-se a formalizar o desligamento segundo a legislação vigente. Essa falta de explicação acirrou ainda mais as discussões sobre a transparência e a ética nas nomeações para funções públicas.
Com a saída de Jamila, o governo do Acre perde uma das assessoras mais bem remuneradas do Executivo estadual, menos de sete meses após sua nomeação. A situação abre espaço para novas especulações sobre quem ocupará o cargo a seguir e quais serão os critérios adotados para essa escolha.
Além disso, a exoneração destaca a fragilidade de certos vínculos que se formam entre influenciadores digitais e a administração pública, especialmente em tempos onde a presença online pode ser tanto uma benção quanto uma maldição. Para muitos, a ligação de Jamila com o “Jogo do Tigrinho” poderá se tornar uma lição sobre os riscos de integrar o mundo digital ao governo.
Enquanto isso, a Secom do Acre segue sob os holofotes, e a expectativa é de que o governo apresente um plano mais claro e criterioso para futuras nomeações, evitando polêmicas semelhantes. O episódio já está sendo discutido em diversos canais sociais, e a pergunta que ecoa entre os cidadãos é: qual será o próximo passo do governo na comunicação pública?
