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    Início»Política»Gladson Cameli e o Desafio da Aliança Política no Acre
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    Governador destaca a importância da coesão na política e o papel das alianças na sucessão
    Política 08/10/2025

    Gladson Cameli e o Desafio da Aliança Política no Acre

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    Coesão e Alianças na Política do Acre

    O governador do Acre, Gladson Cameli, do Progressistas (PP), está à frente do processo de sucessão e apresentou Mailza Assis como sua candidata a vice. Em meio a esse cenário, ele reconhece o direito de Tião Bocalom, do PL, de participar da disputa e considera viável uma aliança entre Mailza e Bocalom em qualquer fase do pleito eleitoral. Gladson enfatiza a importância da harmonia entre os aliados: “Todos os secretários devem seguir o regente da orquestra – eu sou o grupo”, afirma. Ele deixa claro que não deseja que integrantes de sua equipe “toquem a viola desafinada”, ou seja, que propostas de coligações políticas sejam anunciadas sem sua aprovação prévia.

    Essa abordagem foi reafirmada por Nicolau Júnior, presidente da Assembleia Legislativa do Acre (Aleac), que elogiou o trabalho de Mailza Assis no programa ‘Juntos pelo Acre’, ressaltando seus benefícios à população. Para Gladson, a negociação política é essencial, e ele se destaca nesse aspecto, servindo como modelo a ser seguido.

    Entretanto, a construção de alianças não é simples. O ex-prefeito Marcus Alexandre, por exemplo, tem suas reservas em relação a uma possível aproximação entre o MDB e Tião Bocalom. A vice-governadora Mailza, por sua vez, se reunirá com lideranças do MDB na tentativa de convencê-las a apoiarem sua candidatura, e há uma predisposição dentro do partido para essa aliança, embora ajustes ainda sejam necessários.

    A formação de chapas para deputados federais também se mostra desafiadora. Partidos como MDB, PSD e Solidariedade enfrentam dificuldades para consolidar suas candidaturas, enquanto o União Progressista (PP/União Brasil) já conta com diversos nomes disponíveis. O PSDB e o Podemos, por outro lado, têm boas chances de montarem suas próprias chapas.

    Gladson menciona que convidar Tião Bocalom para concorrer ao Senado seria uma ação arriscada, comparando-a a um “chute nos huevos”, expressão que reflete a preocupação com as consequências de tal decisão. Bocalom, por sua vez, tem um plano claro para o Acre, focando em “Produzir Para Empregar”, uma estratégia que busca fortalecer o setor rural para gerar riqueza nas áreas urbanas.

    Em meio ao debate político, surgem vozes que questionam o atual cenário. Macunaíma Andrade, uma figura emblemática no Acre, faz críticas ao modo como a política é conduzida. Ele expressa sua preferência por Cesário Braga como deputado estadual, destacando que Braga compreende as necessidades da população mais vulnerável. No entanto, Macunaíma ressalta que seu voto ainda está comprometido com Nicolau, criando um dilema em sua escolha.

    As discussões na Aleac têm se tornado monótonas, com disputas como a sobre a BR-364 se transformando em um verdadeiro show entre os deputados Luiz Gonzaga e Edvaldo Magalhães, que trocam acusações sobre as responsabilidades dos governos de Lula e Bolsonaro.

    Por fim, a insatisfação popular parece ser uma constante, com a sensação de que a culpa pelos problemas políticos recai sobre os eleitores que optam por representantes que, muitas vezes, não atendem às suas expectativas. Neste contexto, o governador Gladson Cameli permanece como uma figura central, tentando orquestrar alianças que possam garantir sua continuidade no poder e a governabilidade do Acre nos próximos anos. A construção de uma base sólida será, sem dúvida, um dos maiores desafios que ele terá que enfrentar nos próximos meses.

    Leia também: Celebração do 7 de Setembro em Brasileia: Governador Gladson Cameli Prestigia Desfile Cívico

    Leia também: Bastidores Políticos na Região dos Lagos: O Que Aconteceu Nesta Sexta-feira

    Fonte: odiariodorio.com.br

    alianças políticas Gladson Cameli Mailza Assis prefeito Tião Bocalom sucessão no Acre
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