Projeto Inovador com Tecnologia de Ponta
O Tribunal de Contas do Estado do Acre (TCE-AC) lançou um projeto piloto inovador que utiliza inteligência artificial para mapear áreas com elevado risco de desmatamento, permitindo a intervenção antes que os danos se concretizem. Essa ação faz parte do Projeto Nacional de Meio Ambiente e é coordenada pelo conselheiro e vice-presidente do TCE do Acre, Ronald Polanco. O projeto foi formalizado através de um Acordo de Cooperação Técnica firmado entre a Associação dos Membros dos Tribunais de Contas (Atricon) e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), contando ainda com a colaboração do Tribunal de Contas de Rondônia (TCE-RO).
Região e Tecnologia em Foco
A Floresta Estadual do Afluente do Complexo do Seringal Jurupari, situada entre os municípios de Feijó e Manoel Urbano, foi a primeira área a ser estudada com essa nova abordagem. Este modelo, se bem-sucedido, poderá ser replicado em outras regiões da Amazônia, proporcionando um avanço significativo nas estratégias de proteção ambiental.
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Para a realização das análises, o sistema PrevisIA, criado pelo Imazon, será utilizado. Essa ferramenta gera previsões de desmatamento ao identificar estradas oficiais, caminhos clandestinos e trilhas abertas na floresta. O sistema gera mapas georreferenciados que oferecem dados técnicos fundamentais para a elaboração de ações preventivas pelos órgãos responsáveis pela fiscalização.
A auditora Dirlei Bersch, que atua na Secretaria-Geral da Presidência do TCE-AC e é uma das idealizadoras desse projeto, esclareceu que o objetivo é antecipar situações de risco e contribuir para a criação de políticas públicas que sejam efetivas. “O PrevisIA faz prognósticos de desmatamento futuro. Ele é capaz de diferenciar se uma abertura na mata é um caminho natural ou um novo foco de ocupação, permitindo que os órgãos de controle ajam antes que os danos se concretizem”, comentou.
Significado da Floresta do Jurupari
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A Floresta Estadual do Jurupari, estabelecida pelo Decreto nº 6.808, de 15 de maio de 2017, abrange uma área de 155 mil hectares, o que corresponde a mais de 9.100 estádios do Maracanã. Dentre essa extensão, 86.582 hectares estão em Feijó e 68.537 em Manoel Urbano. Apesar da sua criação com o intuito de preservar o solo e os recursos naturais, a região enfrenta desafios constantes, como ocupações irregulares e queimadas que ameaçam seu ecossistema. O auditor Jânio Português destaca a importância da escolha do Jurupari para a realização do projeto: “É uma unidade de conservação que sofre intensa pressão de invasão, mesmo com a classificação de uso sustentável, e requer uma atenção redobrada do poder público para sua proteção efetiva”, disse.
Contribuições Técnicas para Políticas Ambientais Eficazes
A implementação do projeto está sob a supervisão da 8ª Coordenadoria de Controle Externo (Coecex) do TCE-AC. A Auditora-chefe, Juliana Moreira, menciona que um relatório técnico será elaborado com recomendações preventivas para o governo estadual. “Nosso papel é fornecer informações sólidas que ajudem no controle externo e na avaliação da efetividade das políticas ambientais, visando conter o avanço do desmatamento“, afirmou.
Impacto Nacional e Parcerias Estratégicas
O projeto piloto não se restringe ao âmbito regional; ele também possui um alcance nacional, com seus resultados sendo monitorados pela Atricon. A Secretária-executiva do Projeto Nacional de Meio Ambiente da Atricon, Cirleia Soares, enfatizou a relevância dessa iniciativa. “A Atricon busca, por meio de projetos temáticos, fortalecer a atuação dos Tribunais de Contas e construir parcerias como esta com o Imazon. Essa integração potencializa resultados e contribui para o aprimoramento das políticas públicas ambientais”, concluiu.
