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    Home»Economia»Café no Brasil: Queda de Preços em Meio a Crise de Oferta e Tarifas Elevadas
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    Entenda como a deflação do café impacta o consumidor brasileiro enquanto inflação persiste.

    Café no Brasil: Queda de Preços em Meio a Crise de Oferta e Tarifas Elevadas

    Economia 11/09/2025
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    Queda nos preços do café e o Impacto da Sazonalidade

    Dados recentes do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), divulgados na terça-feira (10), mostram que o preço do café moído teve uma queda de 2,7% em média no Brasil. Essa redução amplia a tendência que começou em julho, quando o produto já havia oscilações negativas, com uma diminuição de 1,1%. O que chama a atenção, no entanto, é que essa queda ocorre em um cenário marcado por tarifas elevadas, especialmente com a imposição dos Estados Unidos, que desde 6 de agosto, impuseram uma taxa de 50% sobre o café e diversos outros produtos brasileiros.

    A análise da professora de economia do Insper, Juliana Inhasz, ressalta a influência da safra e da sazonalidade sobre o preço do café. “A safra do café de 2025 foi negociada no final de 2024 a valores elevados devido ao contexto do mercado. Isso fez com que os preços do café aumentassem neste ano. Entretanto, a colheita deste ano foi melhor, oferecendo melhores perspectivas para o próximo ano. Assim, o café começa a ser negociado a preços mais atrativos, mas esse benefício leva tempo para refletir no bolso do consumidor”, afirma Inhasz.

    A especialista destaca que os ajustes de preços, principalmente as quedas, são um processo lento, pois os produtores, enfrentando custos elevados, relutam em aceitar preços inferiores aos que inicialmente esperavam.

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    Influência do Câmbio na Dinâmica de preços

    Vicente Zotti, sócio-diretor da Pine Agronegócios, acrescenta que outro fator significativo na recente deflação do café é a valorização do real frente ao dólar. “Esse movimento diminuiu o apelo das exportações e, consequentemente, trouxe mais produto para o mercado interno. Contudo, acredito que, a partir de novembro, os preços do café no varejo devem subir novamente, refletindo o aumento recente nas cotações do café verde nas bolsas internacionais”, comenta Zotti.

    Entretanto, no dia a dia, os consumidores ainda não percebem essa queda de preços nas prateleiras dos supermercados. Em São Paulo, pacotes de 500g de marcas conhecidas variam entre R$ 30 a R$ 47. Nos atacarejos, os preços ficam entre R$ 24 e R$ 34, valores que não diferem muito daquelas observadas antes das tarifas.

    No acumulado de janeiro a agosto de 2025, o preço do café moído já experimentou um aumento de 38,38%. Além disso, a inflação anual do café atinge impressionantes 60,85%, colocando o produto entre os que mais avançaram entre os itens alimentícios.

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    Deflação Generalizada: Regionais e Exceções

    O IBGE registrou uma deflação generalizada do café em agosto, afetando quase todas as regiões pesquisadas. Apenas Aracaju registrou um aumento de 1,26%. As maiores quedas foram observadas no Rio de Janeiro (-4,93%), Belo Horizonte (-4,82%) e Curitiba (-2,47%).

    Curiosamente, Porto Alegre apresentou estabilidade em agosto, com uma leve variação de -0,13%. No entanto, quando analisamos o acumulado do ano, a capital gaúcha viu os maiores aumentos nos preços, com um surpreendente 51,41%. Salvador seguiu em 45,98% e Aracaju, com 45,75% de aumento.

    Representantes da indústria alertam que, apesar da deflação recente, os preços do café não devem cair significativamente para os consumidores, uma vez que o cenário global é de escassez do produto. “Não se espera uma queda nos preços do café nos supermercados. A situação atual é de baixa disponibilidade mundial. O tarifaço gerou incertezas que incentivaram compras antecipadas na Europa e na Ásia, levando algumas marcas a anunciar aumentos de 10% a 15% em seus preços”, explica Márcio Ferreira, presidente do Cecafé.

    Perspectivas Futuras e a Realidade do Consumidor

    Os dados do IPCA revelam um cenário contraditório para o café: enquanto os índices oficiais indicam uma queda nos preços, os consumidores sentem um impacto significativo na hora de comprar seu café diário. Essa discrepância é resultado do intervalo entre o preço pago ao produtor e o valor final ao consumidor, somado aos custos logísticos, embalagem, mão de obra e as tarifas.

    Assim, as perspectivas para os próximos meses não são das melhores. O consenso entre especialistas indica que os preços do café permanecerão altos, mesmo com o aumento da oferta na safra de 2025 e com a redireção de parte do café anteriormente destinado aos EUA. “O café é um produto essencial, que as pessoas valorizam muito e tem baixa elasticidade. As safras podem regularizar os preços, mas é ilusório pensar que eles voltarão aos patamares anteriores. O futuro depende de três fatores principais: a safra, o câmbio e políticas americanas. Uma combinação que vai delinear o futuro desse mercado, que permanece incerto”, conclui Inhasz.

    café deflação preços reajuste tarifas

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