A inteligência artificial dominando a busca por fornecedores B2B
Pesquisas recentes mostram que a inteligência artificial generativa já toma a dianteira na etapa inicial da escolha de fornecedores no mercado B2B. Essa mudança reduz a dependência tradicional de listas de links e exige que as empresas adotem novas estratégias para otimizar sua presença nos mecanismos de busca.
Um estudo da TrustRadius, divulgado em julho de 2026 com 1.862 compradores de tecnologia, revelou que 63% deles utilizam IA durante a jornada de compra. Entre esses, 94% conferem as respostas geradas pela ferramenta pelo menos parte das vezes. Já a pesquisa da G2, realizada em março de 2026 com 1.076 tomadores de decisão, revelou que 51% iniciam a busca por software diretamente em chatbots de IA, superando as buscas tradicionais no Google.
Os buscadores e o novo cenário da pesquisa com IA
Na conferência Google I/O 2026, foi anunciado que os “AI Overviews”, que são resumos gerados por IA exibidos no topo dos resultados, já ultrapassam 2,5 bilhões de usuários mensais. O “Modo IA” do Google, por sua vez, já conta com mais de 1 bilhão de usuários. No Brasil, o lançamento do Modo IA em português aconteceu em setembro de 2025, registrando consultas duas a três vezes maiores do que as pesquisas tradicionais.
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Fonte: triangulodeminas.com.br
O Pew Research Center publicou em julho de 2025 um estudo mostrando que quando a página de resultados apresenta um resumo gerado por IA, apenas 8% dos usuários clicam em links tradicionais, contra 15% em páginas sem esse resumo. Essa mudança indica uma transformação no comportamento do usuário diante da informação.
Impactos práticos para fornecedores e estratégias de otimização
Thales Sedenho, especialista em SEO e GEO (Generative Engine Optimization), destaca que esse avanço da IA muda o primeiro contato entre comprador e fornecedor. “Antes, o comprador recebia uma lista de links para escolher. Agora, ele obtém uma resposta pronta, que frequentemente menciona algumas empresas e exclui outras”, afirma em seu artigo “Busca com IA: o que muda quando a resposta vem antes do clique”. Em vendas complexas, essa dinâmica pode prejudicar fornecedores que não são citados, reduzindo sua visibilidade no processo decisório.
No Brasil, a adoção de IA também cresce entre empresas. A pesquisa TIC Empresas 2025, do Cetic.br, apontou que a utilização de IA por companhias com mais de dez funcionários subiu de 13% em 2024 para 17% em 2025. Entre as grandes empresas, o índice avançou de 38% para 50%.
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Fonte: rjnoar.com.br
Monitoramento e estratégias para visibilidade nas respostas de IA
Para enfrentar esse cenário, Sedenho recomenda que as marcas acompanhem sua presença nas respostas de IA, monitorando perguntas frequentes, posição, descrição e menções. O artigo “Métricas de GEO” detalha indicadores importantes. Além disso, é possível rastrear o tráfego originado diretamente das ferramentas de IA no Google Analytics, conforme o guia “tráfego do ChatGPT no GA4”. Incluir a opção “ferramenta de IA” nos campos “como nos conheceu” dos formulários ajuda a identificar oportunidades geradas por esses canais.
Ferramentas de IA tendem a citar fontes que apresentam informações claras, comparações objetivas, dados verificáveis e conteúdo técnico atualizado. Manter páginas bem estruturadas e rastreáveis segue sendo fundamental. As diferenças entre SEO, GEO e AEO são explicadas em artigos especializados, como “SEO, GEO e AEO: o que cada sigla significa” e “O que é GEO”.
Também é recomendada a leitura do artigo “Como fazer sua empresa ser citada pelo ChatGPT, Perplexity e Gemini”, que aborda estratégias para ampliar a presença das empresas nas respostas geradas por IA.
