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    Início»Política»Justiça Confirma Prisão Temporária de Suspeito no Caso de Juliana Chaar
    Imagem do artigo
    Decisão judicial mantém detenção de Diego Luiz Gois Passos após atropelamento fatal em Rio Branco.
    Política 11/07/2025

    Justiça Confirma Prisão Temporária de Suspeito no Caso de Juliana Chaar

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    Decisão Judicial e Defensoria

    A Justiça do Acre decidiu, nesta sexta-feira, 11, manter a prisão temporária de Diego Luiz Gois Passos, o principal suspeito do atropelamento que resultou na morte de Juliana Chaar, uma bacharela em Direito de 35 anos. O incidente ocorreu durante uma confusão em frente à boate Dibuteco, em Rio Branco, na madrugada de 21 de junho. A determinação, publicada pela 2ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Rio Branco e Auditoria Militar, sustenta a necessidade de custódia cautelar para o avanço das investigações.

    Felipe Muñoz, advogado de defesa de Diego, comunicou ao portal A GAZETA que pretende recorrer da decisão. “Após revisar o processo, já esperávamos por essa resolução. O juiz solicitou a inclusão do inquérito no processo e, agora, aguardaremos os desdobramentos da investigação,” declarou. O defensor ainda informou que os resultados do inquérito devem ser apresentados em um prazo de 30 dias.

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    Em sua decisão, o juiz Alesson José Santos Braz indeferiu o pedido de revogação da prisão temporária feito pela defesa, apontando que não houve nenhuma nova evidência que justificasse a liberação do acusado. “A necessidade de manutenção da detenção do investigado é justificada pela gravidade do crime e pelo fato de que ele não prestou socorro à vítima nem se apresentou à polícia após o ocorrido,” afirmou o juiz.

    Rejeição de Solicitações e Detalhes do Caso

    A Justiça negou ainda o pedido de prisão domiciliar, alegando que Diego teria responsabilidade por um filho menor de 12 anos, uma alegação que não foi comprovada documentalmente. Além disso, a possibilidade de aplicar medidas cautelares alternativas à prisão foi também descartada.

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    Em relação ao pedido de habilitação como assistente de acusação feito pelo pai de Juliana, o juiz considerou a solicitação inaplicável neste estágio da investigação.

    Para relembrar, Juliana Chaar perdeu a vida após ser atropelada nas proximidades da boate, durante uma briga generalizada. A defesa de Diego argumenta que ele teria reagido a um disparo de arma de fogo feito por Keldheky Maia, advogado e amigo da vítima, fugindo do local por se sentir ameaçado.

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    Embora a defesa sustente que Diego considerou retornar para socorrer Juliana, ele teria desistido ao perceber a aglomeração de pessoas, o que o deixou inseguro. A informação é de que, apesar de estar em Rio Branco, Diego permanece foragido desde a decretação da prisão temporária, que ocorreu no dia seguinte ao trágico incidente.

    A Justiça também autorizou a busca e apreensão de materiais em sua residência e a quebra de sigilo de dados de dispositivos eletrônicos que podem ser fundamentais na elucidação dos fatos. O caso segue sob a investigação do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP).

    homicídio justiça Rio Branco
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