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    Início»Economia»Setor Florestal em Minas Gerais: Avanços e Projeções até 2030
    Setor Florestal em Minas Gerais: Avanços e Projeções até 2030
    Economia 23/04/2026

    Setor Florestal em Minas Gerais: Avanços e Projeções até 2030

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    Avanços no Setor Florestal de Minas Gerais

    Minas Gerais abriga aproximadamente 2,3 milhões de hectares de florestas plantadas, o que representa cerca de 22% do total nacional. Essa vasta área está distribuída por 94% dos municípios do estado, refletindo a força do setor. Além disso, o estado conserva mais de 1,3 milhão de hectares de vegetação nativa, área equivalente à ocupação da cultura do café.

    Segundo Thales Fernandes, secretário de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento, as florestas plantadas são reconhecidas atualmente como a maior cultura agrícola do estado. “É fascinante notar como o setor não apenas produz, mas também conserva de maneira significativa. Isso demonstra que é viável crescer de forma responsável do ponto de vista ambiental”, destaca.

    O setor florestal se estende por mais de 814 municípios em Minas Gerais, exercendo um impacto considerável na economia local. Pequenos e médios produtores representam cerca de 50% da base florestal, evidenciando a importância do segmento. “Estamos entre os maiores pilares do agronegócio mineiro e brasileiro. Contudo, ainda é necessário perder a timidez. Se a madeira é o futuro, devemos valorizar os produtores que estão no campo e que impulsionam esta cadeia. Precisamos avançar em união entre os setores para garantir o reconhecimento e a relevância que merecemos”, enfatiza Antônio Pitangui, presidente do Sistema Faemg/Senar.

    Comemorações e Novos Rumos

    Recentemente, a Associação Mineira da Indústria Florestal (AMIF) realizou um evento em Belo Horizonte, comemorando 50 anos de atuação e marcando a posse do novo Conselho Deliberativo para o ciclo 2026-2030. A cerimônia teve a presença de Júlio Ribeiro, CEO da Cenibra, que assumiu a presidência do Conselho, enquanto Adriana Maugeri continua como presidente-executiva.

    O encontro foi estruturado como um evento carbono neutro, o que reflete a preocupação do setor com a sustentabilidade. “Construímos ao longo destes anos uma prova concreta de que é possível produzir em grande escala e, ao mesmo tempo, conservar. Este é o desenvolvimento sustentável que almejamos para o Brasil. O setor florestal está presente em diversos municípios, contribuindo para o desenvolvimento econômico e aquecendo a economia regional, enquanto é a atividade produtiva que mais preserva a vegetação nativa no estado”, afirma Adriana Maugeri.

    Visão de Futuro e Sustentabilidade

    Ao assumir a presidência do Conselho, Júlio Ribeiro reiterou a importância de dar continuidade ao trabalho. “Estou ciente da responsabilidade que assumi e convicto de que este é um momento crucial para prosseguir com uma trajetória sólida. Precisamos demonstrar ao mundo que nossas florestas são parte da solução; não são apenas um ativo produtivo, mas sim um modelo sustentável que combina eficiência, conservação e inovação”, declarou.

    Durante o evento, foram discutidas as perspectivas para uma economia de baixo carbono. “As florestas plantadas, juntamente com as áreas conservadas, já são capazes de neutralizar as emissões de carbono de Minas Gerais. Essa realidade nos coloca em uma posição estratégica no cenário global de transição energética e em soluções baseadas na natureza”, observa Adriana Maugeri. Ela ressalta ainda que “o futuro é feito de madeira, um dos principais materiais que substituirão fontes fósseis no mundo. Minas Gerais está bem posicionada para ser protagonista nesse processo”.

    Cultura e Sustentabilidade economia de baixo carbono Minas Gerais setor florestal
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