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    Baixo Investimento em IA no Backoffice: Dados Reveladores da Qive
    Tecnologia 27/03/2026

    Baixo Investimento em IA no Backoffice: Dados Reveladores da Qive

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    Contexto Atual da Inteligência Artificial no Brasil

    Um recente estudo intitulado Panorama do Contas a Pagar 2026, realizado pela Qive, plataforma especializada nessa área, revela que apenas 33% das empresas no Brasil estão implementando Inteligência Artificial (IA) em suas operações, especialmente nos setores de backoffice financeiro e fiscal. O estudo também destaca que somente 16% dessas organizações possuem um orçamento específico destinado a essa tecnologia. Curiosamente, mais da metade das empresas ainda depende de métodos tradicionais, como planilhas e processos manuais, para gerenciar suas finanças.

    Isis Abbud, cofundadora e co-CEO da Qive, observa que, apesar da crescente discussão sobre Inteligência Artificial nas empresas brasileiras, o investimento nesse recurso ainda é limitado, principalmente nas áreas onde o manejo financeiro é crucial. “Enquanto setores como marketing estão adotando modelos de IA para criar campanhas rapidamente e experimentar novos formatos, o backoffice financeiro e fiscal, que lida com volumes expressivos e riscos reais, permanece amplamente dependente de planilhas e controles paralelos”, afirma Isis.

    Desafios e Oportunidades na Adoção da IA

    A especialista aponta que o desafio não está só na baixa adoção, mas também em como essa tecnologia está sendo utilizada. Segundo ela, a Inteligência Artificial pode oferecer suporte significativo nas áreas de contas a pagar e no gerenciamento financeiro das empresas, baseado em três aspectos principais:

    1. A IA como suporte decisório

      A automação, muitas vezes, é utilizada apenas para registrar processos passados, como lançamentos e conferências. Isso resulta em decisões estagnadas, uma vez que o foco está na digitalização e não na construção de inteligência que possa antecipar riscos ou orientar ações. “Isso gera uma ilusão perigosa: empresas que se consideram ‘data-driven’ mas que ainda dependem de validações manuais e planilhas para suas operações”, explica a cofundadora. A falta de uma base operacional sólida pode ser um impeditivo para o crescimento efetivo.

    2. Minimizando erros financeiros

      Em processos financeiros com alto volume, a ocorrência de falhas como pagamentos duplicados e vencimentos perdidos não é incomum. O mesmo estudo destaca que as ineficiências operacionais podem consumir até 1% da receita anual de uma organização. Essa perda, embora pareça sutil, se acumula ao longo do tempo, gerando um impacto financeiro significativo.

    3. IA como aliada no trabalho humano

      O estudo da Qive também revela que a força de trabalho está mais preparada para integrar a IA do que as próprias ferramentas existentes. De acordo com a pesquisa, 51% dos profissionais estão dispostos a investir em IA, enquanto 39% vêem planejamento e estratégia como prioridades. “A demanda por um backoffice mais analítico está presente. No entanto, a falta de dados confiáveis, infraestrutura e uma integração robusta de ferramentas são obstáculos a serem vencidos”, acrescenta Isis.

    A Preparação do Backoffice para a Era da IA

    É importante ressaltar que nem todos os profissionais de backoffice estão equipados para adotar uma abordagem analítica. Mesmo entre aqueles que possuem essa capacidade, a transição para um modelo mais orientado por dados não acontece de forma simples. “Tecnologia avançada que opera com dados ruins ou fragmentados não gera inteligência; pelo contrário, pode criar confusão e automatizar erros, prejudicando a tomada de decisão”, finaliza a executiva.

    backoffice inteligência artificial Qive setores financeiros
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