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    Início»Saúde»Nota de Repúdio da Abraji: Campanha de Desinformação Afeta Jornalistas
    Nota de Repúdio da Abraji: Campanha de Desinformação Afeta Jornalistas
    Saúde 16/03/2026

    Nota de Repúdio da Abraji: Campanha de Desinformação Afeta Jornalistas

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    Desinformação e Ameaças à Liberdade de Imprensa

    A recente postagem de Michelle Bolsonaro em seu Instagram gerou uma onda de desinformação e ameaças direcionadas a jornalistas. No vídeo, uma influenciadora bolsonarista alega que repórteres “desejam” a morte do ex-presidente Jair Bolsonaro, enquanto estes acompanhavam as atualizações sobre seu estado de saúde no hospital DF Star. O conteúdo foi amplamente criticado por ser tirado de contexto e foi compartilhado sem a devida verificação, resultando em reações agressivas e ameaçadoras a profissionais da comunicação.

    O vídeo, que insinuava que jornalistas estariam celebrando os problemas de saúde do ex-presidente, provocou o descontentamento da classe jornalística. “O que vemos é um ataque claro à liberdade de expressão e à ética profissional. Não se pode permitir que a desinformação leve à violência”, afirmou um especialista em ética jornalística, que preferiu manter anonimato.

    Após a divulgação, alguns jornalistas se tornaram alvos de ameaças de morte, um deles chegou a registrar um boletim de ocorrência diante da gravidade das ameaças recebidas. Os ataques se manifestaram não apenas nas redes sociais, mas também em encontros presenciais, aumentando a tensão no ambiente de trabalho dos jornalistas. Um vídeo gerado por inteligência artificial, que simulava a agressão a uma repórter, evidenciou a escalada da violência e do acirramento do discurso hostil contra a imprensa.

    Os comentários nas redes sociais se tornaram cada vez mais agressivos, com mensagens como: “Você é a vagabunda que ficou desejando a morte do Bolsonaro, né?” e “Agora somos nós que desejamos a sua morte!”, referindo-se a uma das repórteres afetadas. Essa situação alarmante gerou reações rápidas de parlamentares e defensores da liberdade de imprensa, que condenaram veementemente a escalada de violência verbal contra jornalistas e suas famílias.

    A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) se manifestou contra os ataques, reforçando a necessidade de proteção da liberdade de imprensa. “Nada justifica tamanha violência contra profissionais da imprensa em pleno exercício da atividade jornalística”, declarou a organização, que também pediu medidas rigorosas para investigar os acontecimentos e punir os responsáveis.

    A Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo) também emitiu uma nota de repúdio, enfatizando os efeitos nocivos da desinformação e a irresponsabilidade ao compartilhar conteúdos sem verificação. “O vídeo, produzido por uma influenciadora bolsonarista, foi amplificado por figuras públicas que, ao disseminarem mentiras, expuseram profissionais de imprensa que estavam apenas fazendo seu trabalho”, destacou a Abraji.

    Em resposta à situação alarmante, a Polícia Militar entrou em cena e contatou os jornalistas envolvidos, oferecendo orientações para que buscassem proteção da equipe de segurança que estava de guarda em frente ao hospital, prevenindo novos episódios de violência. Até o momento, após as intervenções, não foram registrados novos ataques aos jornalistas.

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