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    Protestos em Feijó: Moradores bloqueiam BR-364 por melhorias na saúde
    Saúde 22/02/2026

    Protestos em Feijó: Moradores bloqueiam BR-364 por melhorias na saúde

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    Protestos e reivindicações por saúde em Feijó

    A BR-364, na altura do km 490, em Feijó, interior do Acre, está bloqueada desde a última sexta-feira (20) por cerca de 50 manifestantes que exigem melhorias na saúde local e a reforma do Hospital Geral da cidade. O protesto já dura dois dias e atrai a atenção das autoridades e da população.

    A Polícia Rodoviária Federal (PRF-AC) informou ao g1 que a situação está sob controle e que, a cada hora, é feita a liberação parcial da passagem de veículos. “Temos realizado a liberação de alguns veículos, priorizando aqueles que precisam, como ônibus transportando doentes”, detalhou o órgão responsável. Embora a movimentação na estrada esteja sendo monitorada, não há previsão para a liberação total da via.

    Os protestos refletem a insatisfação dos moradores com a qualidade do atendimento médico na região, que ganhou notoriedade após casos de alegada negligência no Hospital Geral. Uma das situações mais impactantes foi a morte de Maria Daiane Souza da Silva, de 25 anos, ocorrida em janeiro de 2024, após o atendimento em um parto cesáreo que resultou em complicações fatais.

    Além disso, a morte do adolescente Diogo Silva Albuquerque, de 12 anos, em maio de 2025, devido a complicações de saúde, também gerou revolta e novas manifestações. A família e a comunidade exigiram justiça, reforçando a necessidade de melhorias no atendimento e na infraestrutura do hospital.

    Demandas por justiça e melhorias na saúde

    O protesto atual em Feijó não é um fenômeno isolado; ele se insere em um contexto mais amplo de reivindicações por um sistema de saúde mais eficiente. Os moradores utilizam cartazes para expressar seus pedidos, clamando por justiça em casos que abalaram a comunidade e por uma reforma que torne o Hospital Geral apto a atender as necessidades da população.

    Em fevereiro de 2024, o Ministério Público do Acre (MPAC) também se envolveu na questão, iniciando uma investigação sobre a recusa do Hospital Geral em realizar um aborto em um caso de feto anencéfalo, um direito garantido pela legislação. Isso evidencia a urgência da discussão sobre direitos reprodutivos e saúde no município, já que a falta de serviços adequados pode levar a complicações graves para gestantes.

    Uma recomendação do MPAC ao hospital foi feita para assegurar o direito ao aborto em casos de anencefalia, independentemente do tempo gestacional, refletindo a necessidade de atender às demandas das mulheres que enfrentam situações difíceis. A ausência de serviços de saúde adequados em Feijó tem sido uma preocupação constante, levando a população a se mobilizar em busca de soluções.

    Futuro incerto e promessas de melhoria

    Embora a PRF esteja acompanhando a situação e trabalhando para garantir a ordem, a população ainda aguarda um posicionamento da Secretaria Estadual de Saúde do Acre (Sesacre) sobre as reivindicações apresentadas. O g1 está em contato com a Sesacre e aguarda um retorno sobre as medidas que podem ser tomadas para resolver as questões levantadas pelos manifestantes.

    As manifestações em Feijó ilustram um sentimento de urgência e a necessidade de um diálogo entre as autoridades e a comunidade sobre a saúde pública. Enquanto as reivindicações por melhorias persistem, o futuro da assistência médica na região permanece incerto, levando os moradores a se unirem em busca de condições dignas de atendimento.

    Hospital Geral de Feijó movimentação social protesto na BR-364 saúde em Feijó
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