Crescimento Alarmante de Internações
São Paulo, 23 de janeiro de 2026 – O último boletim InfoGripe, publicado na quinta-feira, 22, pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), acendeu um importante alerta para a região Norte do Brasil. Enquanto o panorama nacional indica uma tendência de estabilização ou queda nos casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), os estados do Acre e do Amazonas enfrentam um aumento preocupante nas internações, principalmente por conta do vírus Influenza A (gripe).
A análise mais recente, que abrange a semana epidemiológica de 11 a 17 de janeiro, demonstra que, nesses dois estados, a incidência de SRAG se mantém em níveis de risco, com uma indicação de crescimento a longo prazo. Ao contrário de ondas anteriores que afetavam grupos específicos, o atual avanço da gripe no Norte está elevando as hospitalizações em todas as idades, atingindo crianças pequenas, jovens, adultos e idosos.
Medidas Preventivas e Importância da Vacinação
Diante desse cenário preocupante, a pesquisadora do Programa de Computação Científica da Fiocruz e coordenadora do InfoGripe, Tatiana Portella, enfatiza a necessidade de adotar medidas preventivas. Para a população do Amazonas e do Acre, ela recomenda o uso de máscaras em ambientes fechados, com aglomerações e em postos de saúde.
Portella também ressalta a urgência da vacinação: “É fundamental que os grupos prioritários, como crianças, idosos, indígenas e pessoas com comorbidades, tomem a vacina o quanto antes, pois a imunização já começou na região Norte”.
Visão Geral do Cenário Nacional
No restante do Brasil, a tendência geral aponta para uma redução tanto a curto quanto a longo prazo. Estados do Nordeste, como Ceará, Pernambuco e Sergipe, que apresentavam preocupações nas semanas anteriores, agora mostram sinais de interrupção do crescimento ou até mesmo início de queda nas internações por Influenza A.
Entretanto, três capitais ainda permanecem em alerta, com crescimento na SRAG ao longo do tempo: Manaus (AM), Cuiabá (MT) e São Luís (MA).
Impacto da Mortalidade na População Idosa
Ao analisar a mortalidade nas últimas quatro semanas em todo o Brasil, o impacto continua severo entre os idosos. Embora o rinovírus, causador da maioria dos resfriados comuns, lidere em casos positivos (33,2%), os óbitos foram predominantemente atribuídos à Covid-19 (32,5%) e à Influenza A (29,4%). Isso evidencia que esses vírus mantêm alta letalidade entre a população idosa.
Uma Nova Realidade: Gripe Supera a Covid-19
O aumento atual da gripe no Norte do país reflete uma mudança de padrão observada ao longo do último ano. O fechamento do ano epidemiológico de 2025 revelou que a Influenza A superou a Covid-19 como a principal causa de mortes por SRAG entre os casos que apresentaram vírus identificado.
