Emergência em Rio Branco
A cheia do Rio Acre em Rio Branco (AC) já afeta mais de três mil pessoas, levando a cidade a decretar estado de emergência. Na manhã de quarta-feira (21), o nível do rio ultrapassou a cota de transbordamento, atingindo 14,36 metros, conforme informações da Defesa Civil Municipal.
De acordo com os dados, 631 famílias na área urbana foram diretamente impactadas, o que corresponde a aproximadamente 2.286 pessoas em 27 bairros da capital acreana. Os locais mais afetados incluem Seis de Agosto, Cadeia Velha, Habitasa, Base, Benfica e Ayrton Senna, onde estão sendo realizadas remoções preventivas e assistência às famílias que residem em áreas vulneráveis.
Ações emergenciais e abrigos
Atualmente, no Parque de Exposições Wildy Viana, nove famílias, totalizando 21 pessoas e quatro animais, estão acolhidas devido à situação crítica. Além disso, outras sete famílias indígenas foram transferidas para um abrigo na Escola Leôncio de Carvalho, somando 15 pessoas deslocadas. Um desmoronamento recente no bairro Cidade Nova exigiu a evacuação imediata de uma família, reforçando a gravidade da situação.
Na zona rural, comunidades como Panorama, Belo Jardim, Liberdade, Catuaba e Vista Alegre enfrentam sérios problemas de isolamento. Aproximadamente 250 famílias rurais, que representam cerca de 1.000 pessoas, estão sofrendo as consequências diretas da cheia. No total, 15 comunidades do campo estão sob monitoramento da Defesa Civil, elevando o número total de pessoas afetadas para perto de 3 mil em todo o município.
Segurança e saúde pública
Em resposta à crise, a Defesa Civil de Rio Branco, em colaboração com a concessionária Energisa, está realizando inspeções em 12 bairros para avaliar os riscos relacionados à rede elétrica. Medidas preventivas, como desligamentos da energia em áreas de risco, estão sendo adotadas para garantir a segurança da população.
Além disso, a Secretaria Municipal de Saúde emitiu um alerta à população sobre os riscos de doenças associadas à cheia do Rio Acre. Infecções de veiculação hídrica, como leptospirose, e acidentes com animais peçonhentos são preocupações significativas nesse cenário. A orientação é que os moradores evitem o contato com águas contaminadas, redobrem os cuidados com a higiene e busquem atendimento médico se apresentarem sintomas de doença.
Essas medidas são essenciais para mitigar os impactos da cheia e proteger a saúde da população. As autoridades locais permanecem vigilantes e atentas à evolução da situação, implementando ações necessárias para atender a comunidade afetada.
